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Baturité terá escola de tempo integral


O Governo do Estado, através da Secretaria da Educação está implantando uma série de escolas de qualidade onde o modelo adotado opta por um ensino caracterizado pela oferta de cursos profissionalizantes agregados ao ensino médio, em dois turnos, buscando a interdisciplinaridade. Nestas escolas os alunos desenvolvem suas atividades em tempo integral e os professores dedicam suas 40 horas semanais exclusivamente ao projeto. Atualmente essa iniciativa atinge um universo pequeno de alunos: apenas 2% dos 544mil matriculados na rede pública. O Governo pretende ampliar a iniciativa dobrando o número de escolas atendidas pelo projeto até 2010.

A secretária da Educação do Ceará, Izolda Cela, em depoimento ao jornal O Povo de 10 de junho de 2009, mostra cautela ao informar que somente adianta a ampliação do projeto se for com qualidade. Izolda Cela informa também que a implantação está sendo realizada dentro de um rigoroso planejamento preocupado com a sustentabilidade, de modo que seja difícil desfazer o que está sendo feito, e colocando a comunidade de modo que exerça uma espécie de controle social e exija a continuidade do projeto.

Atualmente, entre as 51 já implantadas apenas uma está localizada na região do Maciço de Baturité, em Redenção e, entre as 50 que serão implantadas até 2010, apenas o município de Batuirité será beneficiado. Guaiúba também receberá uma escola do projeto, mas o município, embora filiada a AMAB – Associação dos Municípios do Maciço de Baturité, é localizado na Região Metropolitana de Fortaleza.

Como a maioria dos municípios do Maciço de Baturité obteve, em 2008, resultados abaixo da média nacional, nordestina e cearense no Exame Nacional de Ensino Médio – Enem que avalia os alunos que já concluíram o Ensino Médio (egressos) e os que irão concluí-lo ao final do ano de realização do Exame (concluintes) se espera que a comunidade escolar da região inicie gestões no sentido de buscar dotar o Maciço de Baturité de escolas de melhor qualidade, com mais estrutura, laboratórios, equipamentos audiovisuais e computadores ligados à internet, biblioteca, como as que estão sendo implantadas, e maior oferta de curso de qualificação para os professores.

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LEVANDO O MUNDO PARA ESCOLA E A SALA DE AULA PARA CASA


Os meios de comunicação estão muito presentes na vida das pessoas, principalmente nas mais jovens, condicionando visões, impondo valores, construindo idéias, conduzindo valores, ensinando a sonhar coisas. É preciso ajudar o aluno a desenvolver leituras críticas do mundo em que vive e ampliar os momentos educativos na vida fora das escolas e salas de aula.

Hoje, antes de ir para a escola, a criança já recebeu muitas mensagens que influem no seu modo de ler o mundo e, de certo modo, condicionam a sua compreensão do que se lhe apresenta a realidade. Quantas horas os jovens passam na escola? Quantas horas na TV? E diante do computador?  E quantos anúncios vêem nas rádios, nos jornais, nas revistas e nas ruas todos os dias? Tudo isso interfere na formação do futuro cidadão.

Por isso, de modo algum podemos imaginar que o aluno chega à sala de aula com a mente vazia de idéias. Também não podemos crer que essa violenta carga de informação que o aluno adquire fora da escola é integralmente negativa.

As preocupações deveriam se voltar para a canalização de toda a relação de forças que compõem o universo informativo que está à disposição do jovem para ajudá-lo a compreender o mundo em que vive. A sala de aula é apenas um momento de seu dia e um dos recursos que dispõe o educador para educar os seus alunos. Talvez o mais importante, mas não único. Diante desse fato podemos pensar em duas alternativas de abordagem da questão:

A primeira é levar o mundo para sala de aula oferecendo instrumentos que permitam o desenvolvimento de leituras críticas desse mar de informação e conteúdos que chega ao aluno através das vias alternativas. Nesse sentido devemos levar para as salas de aula a discussão dos temas que estão ocupando espaço nas mídias, debatendo as formas de apresentação destes temas, os meios empregados, fazendo perceber a sua contextualização e os possíveis interesses. E desenvolver exercícios onde o aluno possa expressar as suas visões sobre o seu próprio universo ou círculo de relações, através de experiências dinâmicas, atraentes, mais parecidas com o mundo em que eles vivem. Pode-se imaginar nesse processo a utilização de quaisquer recursos: o livro, a revista, o texto, o e-mail, o vídeo, o cinema, o rádio, o chat, o portal e todas as mídias que o professor tiver acesso ou simulações contanto que os objetivos sejam críticos e pedagógicos.

A segunda é buscar do envolvimento do aluno, procurando a ampliação dos momentos educativos, fazendo-o levar, para casa ou para onde for, a sala de aula no bolso, através da utilização de todas as mídias disponíveis. O educador não pode mais ficar restrito ao recurso da oratória apenas naquele instante da aula. É preciso se apropriar de outros meios para se fazer presente na vida do aluno, para se comunicar com ele, com objetivos informativos e pedagógicos. É preciso trocar mensagens, enviar e-mails, montar grupos de discussão na internet, comunicar-se por celular, orientado a leitura de notícias de jornais, revistas, programas de TV. Por isso é que algumas universidades americanas já estão exigindo o celular tipo Iphone como material escolar obrigatório, como tivemos a oportunidade de ver em notícia publicada aqui no Blog do Olhar Aprendiz.

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NOVO MATERIAL ESCOLAR


O livro, depois da fala, foi o principal instrumento de transmissão da experiência humana, principalmente após o desenvolvimento das técnicas de reprodução impressa. A leitura é um bálsamo, nos engrandece, humaniza, abrilhanta, consegue até nos tornar revolucionários. E com uma preciosa vantagem adicional, quem ler, é socialmente considerado inteligente e sábio.

Aliás até pouco a sapiência somente era adquirida através dos livros. Mesmo as revistas e os jornais não tinham o mesmo valor na transmissão de conhecimentos. Com o passar do tempo foi concedida uma certa liberdade: ver filmes dentro de uma perspectiva literária, documentários, programas informativos, etc, mas essas atividades ainda não atingiam a qualidade, profundidade e importância obtida pela leitura de livros. O livro impresso no seu formato clássico ainda é um objeto respeitável.

Hoje, percebe-se o livro se transformando. Ele somente magnetiza o grande público se consegue tornar-se objeto de consumo. Agora, no início de maio, foi anunciado o lançamento de um novo leitor eletrônico de livros e jornais, o Kindle. E as editoras, nos últimos três anos já incluem em seus contratos com os autores o direito de editá-los no formato digital. “Temos orquivos digitais de tudo, estamos preparados para distribuir 100% do nosso catálogo principal”disse Mauro Palermo, diretor-executivo da editora Nova Fronteira ao jornal Folha de São Paulo.

Atualmente o mercado oferece alguns leitores eletrônicos: o Kindle DX, com capacidade de receber 3mil e quinhentos livros, custando cerca de R$ 990,00; o Kindle com capacidade de 1mil e quinhentos livros e custo de R$ 727,00; o Reader 700 (Sony), com capacidade de 350 livros e preço de R$709,00 e o Iphone que pode receber um aplicativo gratuito.

Acredita-se que ainda por muito tempo o leitor caseiro de romances continuará lendo no livro tradicional e que esse novo equipamento terá excelente aceitação apenas entre os estudantes universitários ou pesquisadores que necessitam consultar dezenas de livros ao mesmo tempo. Todavia os novos alunos que iniciarem sua graduação em jornalismo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, no próximo ano letivo, segundo o site da instituição, serão obrigados a portarem em suas mochilas e bolsos um iPhone, aparelho tipo celular que, além de telefonemas, e-mails, imagens e outros tipos de informações, permite a leitura de livros digitais. Os alunos deverão possuir um destes aparelhos para receberem conteúdos, instruções e informações on-line.

A universidade espera poder fornecer gravações dos seminários apresentados e disponibilizá-los para revisões e estudos. De acordo com o site Mac Daily News, a utilização desse tipo de equipamento ajudará o aluno a reter mais conteúdo das aulas. “Pesquisas mostram que se um aluno ouve uma palestra pela segunda vez, ele retém três vezes mais informação”, afirma Brian Brooks, reitor adjunto da Escola de Jornalismo da universidade.

Enquanto essa realidade não chega ao Brasil, sonhamos que os cursistas do Olhar Aprendiz tinham, pelo menos, endereços eletrônicos e acesso a internet em suas residências, possibilitando uma melhor comunicação e permitindo a transmissão de conteúdos de modo mais sistemático.

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Unilab aprovada na Comissão de Educação e Cultura da Câmara


Foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Deputados, no dia 13 de maio, o projeto que institui a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. O projeto já havia sido aprovado anteriormente na comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, também por unanimidade. Agora o projeto deverá ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde teremos como relator o Deputado Federal Mauro Benevides. Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça o projeto ainda deverá passar por votação em plenário e, se aprovado, será encaminhado para o Senado.
A bancada cearense na Câmara de Deputados está de parabéns: nota-se uma articulação entre os deputados que antes não se percebia. Os cearenses e principalmente os habitantes da região do Maciço de Baturité devem se mobilizar para reafirmar a importância deste projeto para o Estado.

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Escola de Baturité é premiada no “Construindo a Nação 2008/2009″


O projeto “Folguedo do reisado em Baturité”, desenvolvido pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos Donaninha Arruda, de Baturité, foi agraciado com o Prêmio Construindo a Nação, do Instituto da Cidadania Brasil, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Serviço Social da Indústria (Sesi), em sua versão estadual 2008-2009, na categoria Educação de Jovens e Adultos.

A finalidade do Prêmio Construindo a Nação é valorizar e mostrar como exemplo as ações que as escolas realizam, com a participação de seus alunos, para solucionar problemas das comunidades onde estão situadas. O prêmio também valoriza o papel dos professores na formação dos alunos como cidadãos a partir da aprendizagem advinda das demandas sociais das comunidades.

Um projeto exemplar

O projeto “Folguedo do Reisado em Baturité” surgiu da iniciativa dos professores das Áreas de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas do CEJA Donaninha Arruda com o objetivo de dar visibilidade ao Patrimônio Imaterial de Baturité e foi concretizado a partir da compreensão do reisado como uma manifestação cultural que revela mitos e elementos do imaginário popular.

A professora Glícia Lima, uma das coordenadoras do projeto e cursista do Olhar Aprendiz, em março de 2009, na sua apresentação do projeto para os vereadores Câmara Municipal de Baturité discorreu sobre o desenvolvimento do “Folguedo do Reisado em Baturité”:

“… é lindo o patrimônio imaterial, essa força que surge do povo e que está no olhar, na expressão, no canto, na dança, muitas vezes sem nenhuma condição material”.

“E é um direito de todos conhecerem e compreender a cultura como construção social já que ela é tudo o que se reza, tudo o que se come e antes que ela seja destruída provocando a perda da nossa identidade. Esse é um dos objetivos do CEJA Donaninha Arruda : inserir no seu currículo temas que contribuam para a reconstrução da nossa identidade, reforçando os laços simbólicos da nossa cultura. Afinal, quem somos nós sem a nossa identidade cultural? Um povo sem voz e, portanto, sem a sua expressividade, sem a sua arte, alimento da alma”.

“Em rodas de diálogo entre os mestres da cultura, professores, alunos, pais de alunos e comunidade, percebemos claramente o vigor do folguedo do reisado e de como apesar de estar adormecido está fortemente presente nas reminiscências dessas pessoas.
Todos possuem dentro de si um bumba meu boi que dança para alegrar a vida. Dessa constatação surgiu a necessidade de pesquisar nas aulas de campo, na conversa com as pessoas mais velhas da comunidade, momento em que fizemos um levantamento antropológico do folguedo. Tudo isso, junto ao entusiasmo das pessoas jovens e adultas que começaram a se interessar e a querer vivenciá-lo. Um verdadeiro exemplo da conexão entre passado e presente. Esse foi então um momento mágico do projeto: começaram a surgir as oficinas em que vários materiais doados eram reciclados para a construção dos personagens como o boi, a ema, a nega, a burrinha e outros”.

“Podemos então perceber a dimensão que o projeto alcançou, da sua criação as noções de sustentabilidade do planeta como a reutilização de materiais de sucata transformados em expressões artísticas, desenvolvendo a capacidade estética dos nossos educandos. Os ensaios eram realizados à noite, envolvendo a todos como o núcleo gestor da escola, professores, alunos, pais, mestres da cultura, em uma sede emprestada já que não havia espaço na própria escola. Nesse momento estava acontecendo a troca de saberes entre o científico e o popular”.

“No dia 31 de agosto de 2006, reunimos na Praça do Salgado, em frente à escola um público de aproximadamente mil pessoas de todas as idades, crianças, jovens e adultos e todas as condições sociais para a primeira edição do folguedo. E foi incrível perceber o brilho nos olhos das pessoas que ali estavam, expectadores emocionados com a apresentação. O projeto continua aceso e obteve o primeiro lugar na categoria EJA – Educação de Jovens e Adultos, no Prêmio Construindo a Nação / Instituto Cidadania Brasil/ SESI Ceará , em sua edição 2008/2009”.

Fonte: http://reisadobaturite.blogspot.com

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ENEM/2008: Maciço ficou abaixo da média


Alunos de Ocara em visita a exposição do Olhar Aprendiz


A maioria dos municípios do maciço de Baturité obteve resultados abaixo da média nacional, nordestina e cearense no Exame Nacional de Ensino Médio – Enem que avalia os alunos que já concluíram o Ensino Médio (egressos) e os que irão concluí-lo ao final do ano de realização do Exame (concluintes).

A participação no Enem é voluntária e tem crescido sistematicamente desde sua implementação, em 1998, atingindo, em 2008, a marca de 2.920.589 estudantes, dos quais quase 70% declararam ter cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas. Das 26.665 escolas de Ensino Médio Regular que constam do Censo Escolar, 24.253 tiveram alunos concluintes participando do Exame em 2008. Esse alto índice de participação no Enem, apesar de seu caráter voluntário, faz dele um importante instrumento de diagnóstico do sistema educacional.

A divulgação das notas médias do Enem oferece possibilidades para a compreensão do perfil e do desempenho dos jovens estudantes ao término da escolaridade básica e ainda funciona como um elemento de mobilização em favor da melhoria da qualidade do ensino e auxilia professores, diretores e dirigentes educacionais na identificação de deficiências no âmbito das escolas.

Atente-se, entretanto, que a utilização dos resultados do Enem trás em seu bojo alguns problemas que devem ser anotados. O principal deles é que, como nem todos estudantes participam da avaliação, a nota média pode não refletir com precisão o verdadeiro nível do conjunto de estudantes da escola. De qualquer modo, o Enem vem se constituindo num referencial no diagnóstico do ensino nacional.

Alguns pontos devem ser observados nos resultados do Enem 2008:
•    no Nordeste a capital melhor situada foi Natal, seguida de Recife. A capital cearense ficou em terceiro lugar. Entre todas as capitais brasileiras Fortaleza ficou na 12 colocação;
•    dentre as 100 escolas que obtiveram os melhores resultados no Ceará apenas seis são públicas: os três colégios militares de Fortaleza e três unidades do Instituto Federal de Educação Tecnológica;

•    na região do Maciço de Baturité o município com melhor resultado foi Ocara, com nota média 49,03, índice quase equivalente ao  de Fortaleza;
•    todos os municípios, inclusive Ocara, ficaram com medias abaixo da média brasileira;
•    Ocara e Maranguape ficaram com médias superiores a média cearense que é de 46,45.

Veja a tabela abaixo e façam as suas próprias avaliações:

NOTAS MÉDIAS OBTIDAS NO ENEM/2008
LOCAL                  NOTA
BRASIL                  49,45
NORDESTE            46,20
CEARÁ                  46,45
FORTALEZA          50,28
OCARA                 49,03
GUARAMIRANGA  47,54
REDENÇÃO           45,84
BATURITÉ             44,89
PACOTI                 44,86
PACATUBA            44,77
ITAPIÚNA              44,77
CAPISTRANO         44,15
ARATUBA              44,00
CARIDADE            43,96
MARANGUAPE       43,43
ARACOIABA          42,96
BARREIRA              42,96
PALMÁCIA             41,86
GUAIÚBA               41,42
MULUNGU             41,39
ACARAPE              38,32

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Novo vestibular: adeus à decoreba


O jornal O Povo de 21 de abril de 2009 informa que o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deverá substituir o vestibular de parte das universidades federais a partir deste ano, exigirá dos estudantes conhecimento, raciocínio e, principalmente, capacidade de relacionar temas para chegar à resposta correta. Na matéria o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, explica: “Uma pessoa que lê bastante pode ter um bom resultado”. Reynaldo informa ainda que o Enem será “focado em compreensão e uso do conhecimento para a vida” e que as questões serão “de contextualização e situações-problema”.

Para exemplificar o jornal informa que uma das questões obtidas, de Ciências Humanas, “usa um texto literário de Machado de Assis, do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, para tratar de escravidão, navegação marítima e condições históricas do Brasil no século XIX”.  E numa questão de Matemática “deixa de lado fórmulas. Usa um gráfico para perguntar a que tempo acontece a inversão da corrente elétrica retratada. A resposta exige observação e análise”.

O que se pode deduzir destas informações, se forem realmente implementadas as modificações, é que as atividades ligadas as artes devem ter grande valorização nas famílias e nas escolas posto que é comprovado cientificamente que os exercícios, atividades artísticas e a convivência com as artes desenvolve as capacidades de cognição, observação e percepção, alargando sobremaneira as habilidades de compreensão da vida.

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Prêmios e castigos na educação melhoram seu rendimento?


Este breve artigo trata de abordar um tema que muito me chamou atenção no estudo das políticas educacionais, prêmios e castigos, aplicados com a função de auxiliar a educação. As referências a esse assunto, aparecem em alguns textos estudados na disciplina de Política Educacional e em outras disciplinas do semestre anterior do Mestrado em Educação da Universidade Estadual do Ceará, de autores como Cambi (1999), Vieira (2002) e Alvariño (2002). Encontramos registros de sua aplicação desde o inicio da organização do sistema escolar na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e no Brasil.
A partir do século XVIII na Europa, precisamente na Prússia, de Frederico II se tem registros da organização de um sistema completo de instituições educativas. Estabeleceram a obrigação escolar dos cinco aos 13-14 anos, bem como a isenção de despesas para as famílias pobres e sanções para os pais que não cumprissem o dever da freqüência escolar obrigatória. Essas medidas se espalharam por outros paises europeus e no continente americano.
Nos Estados Unidos, segundo dados mais recentes, de acordo com medidas advindas de políticas que apóiam a descentralização da educação, em diferentes escolas foram adotados os prêmios e castigos baseados em resultados. Os incentivos em dinheiro a escolas ou distritos que obtém os melhores e maiores resultados e aplicação de sanções em municípios com piores desempenhos, em alguns estados com a intervenção dos órgãos superiores nas regiões de mais baixos índices.
No Brasil encontramos referências a estes procedimentos desde os primeiros tempos da educação, onde os castigos eram bem maiores que os prêmios. Tornaram-se recorrentes chegando até os nossos dias, revigorados os prêmios, diminuídos os castigos, transformando-se, mas nunca desaparecendo. O ensino utilizava a violência física, como um meio de repressão e punição, acreditando na sua eficácia educativa. No Ceará principalmente, tornou-se um elemento que caracterizava a nossa educação, desde suas origens até o inicio do século XX, o ensino baseava-se em prêmios e castigos. Aos alunos que obtinham sucesso no final do ano letivo com a sua aprovação nas disciplinas exigidas por lei, recebiam como premiação medalhas de prata, que lhe seria concedido pelo governo estadual. Os que não alcançavam bons resultados, geralmente passavam maus bocados apanhando de palmatórias ou ajoelhados em cima de grãos de milho ou feijão.
Os castigos físicos desapareceram a algumas décadas da educação brasileira. Nos últimos anos surgiu à criação de políticas compensatórias para estimular a matricula e a freqüência dos alunos de famílias de baixa renda às aulas. Apareceram nos programas de governo de dois presidentes brasileiros, através da bolsa-escola no governo de Fernando Henrique Cardoso, transformada em bolsa-família na gestão de Luis Inácio da Silva.
O sistema funciona ao mesmo tempo como um prêmio ou como um castigo – a ajuda financeira pretende estimular às famílias de baixa renda a manterem seus filhos menores frequentando a escola – o não comparecimento do aluno fere as regras que dão direito ao recebimento deste subsidio. O castigo será a suspensão do pagamento, persistindo a ausência do beneficiado a sala de aula, será efetuado o desligamento total do recebimento ao benefício.
Diante dessas evidencias levantamos algumas questões: Qual a verdadeira contribuição para a educação da aplicação de prêmios ou castigos? Esse tipo de política não gera distorções e influencia nos baixos índices de qualidade da nossa escola? O verdadeiro objetivo da educação não é desviado com essas políticas compensatórias?
Este curto artigo ainda não aponta respostas para tais questionamentos, mas esperamos que este assunto seja observado, discutido, analisado, por autoridades governamentais, pelas comunidades escolares e a população de uma forma geral, com a devida atenção que imaginamos que ele merece.
Sebastião de Paula.

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Escola pública é escola para todos e não escola para pobres


Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação – MEC, Maria do Pilar Lacerda, em entrevista ao jornal cearense Diário do Nordeste, as desigualdades de renda e de oportunidades se refletem em escolas desiguais.
“Escola Pública é escola para todos; e não escola para pobres. A escola pública é de todos e ensina a todos. Qualidade, se não for para todos, não é qualidade, é privilégio”.

Essa afirmação da professora leva a refletir sobre as “turmas especiais” que algumas escolas privadas praticam nas últimas séries do ensino médio com a intenção de obter resultados que possam ser explorados por seus departamentos de marketing. Aulas, professores e acompanhamentos especiais que sinalizam e materializam a desigualdade e o privilégio.

Outro ponto importante que foi tocado pela professora Pilar é a impossibilidade de se aceitar como escola as instituições que ofereçam para os seus alunos apenas sala de aula com quadro negro e giz.

Hoje, a educação tem que ser vista como uma ação sistêmica. Não podemos desconhecer o poder formador das leituras realizadas fora das escolas seja em livros, revistas e demais veículos de comunicação, inclusive a TV. Ou em outras mídias disponíveis como os blogs, chats e outros canais da internet. Deve-se entender que a escola não detém mais o monopólio do que a sociedade acreditada que deve ser aprendido pelos estudantes. Ela perdeu essa posição. Nas classes sociais de nível econômico mais elevado, muitas disciplinas são aprendidas e exercitadas fora das escolas.

Nesse contexto a escola pública, que deve ser para todos, precisa se atualizar e se qualificar para oferecer muito mais que quadro negro e giz. Espera-se das escolas muito mais que isso.

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São Paulo: Professores reprovados em teste.


No início de fevereiro, foi realizado um teste com os 214 mil professores que estão em sala de aula, em São Paulo. O resultado foi surpreendente: 96 mil professores tiraram nota inferior a cinco, aproximadamente 50 mil nota inferior a três, e 3.500 obtiveram nota zero. Apenas 111 conseguiram atingir a nota máxima.

Embora a avaliação tenha ocorrido apenas entre os professores paulistas, é claro que um resultado destes prejudica profundamente a imagem dos professores de todo o Brasil em virtude da existência, em senso comum, da idéia que São Paulo, por ser o mais rico, é o Estado mais desenvolvido e conseqüentemente o de melhores indicadores do país.

Qualquer que tenha sido o grau de complexidade do referido teste, por certo, esse resultado levará a sociedade a acreditar que a fragilidade do nosso sistema público de ensino é uma decorrência direta do baixo nível do professorado, inclusive prejudicando o apoio social a futuras campanhas por aumento salarial.

No Ceará, a Secretaria da Educação busca soluções no sentido de estimular o professorado através da implantação de índices de produtividade que seriam medidos através dos resultados obtidos pelos alunos nas avaliações escolares. Ou seja, melhores salários para os professores cujos alunos obtivesse melhores notas, levando-se em conta parâmetros gerais, da região e da própria unidade de ensino.

Em virtude das complexas mudanças tecnológicas que atualmente ocorrem no Mundo e no Brasil, principalmente em termos de informação, independentemente de qualquer medida a ser adotada pelo Estado, é necessário que os professores tomem consciência da necessidade de buscarem uma melhor qualificação pessoal, colocando-se em alerta sobre o que ocorre pelo Mundo, na sua área de atuação.

Embora se saiba que existe um certo preconceito por parte dos adultos educados através da leitura impressa, um excelente canal de obtenção de informações, e permanente atualização, para os professores é a internet. A internet poderá, inclusive, facilitar na orientação dos alunos no uso deste veículo na busca de conhecimentos.

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