Ministério da cultura Petrobras Ministério da cultura

Arquivado em | Patrimônio

Seca do Amazonas revela gravuras rupestres submersas


O jornal Folha de São Paulo noticiou em 17/11 que a seca recorde na bacia central do Amazonas permitiu a descoberta de gravuras rupestres de rostos, feitas em baixo relevo, em rochas que estavam submersas. O conjunto de rochas foi encontrado na margem esquerda do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus.
Seis pescadores descobriram as gravuras em 25 de outubro, segundo o engenheiro florestal Akira Tanaka, subgerente do Cepeam (Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas). “São mais de dez carinhas desenhadas nas pedras”, disse o engenheiro, que fotografou as gravuras.
Eduardo Góes Neves, arqueólogo da USP que desde os anos 1990 faz pesquisas na Amazônia, analisou as fotos. “Não sabemos o significado das “caretas”. Mas suspeitamos que tenham sido feitas numa época em que chovia menos na Amazônia”, disse Neves.
De acordo com Neves, gravuras de “caretas” também foram achadas em rochas que ficam submersas nas margens dos rios Urubu (AM) e Trombetas (PA), mas os desenhos têm padrão diferente dos encontrados em Manaus.
Em 2001, Neves encontrou num sítio arqueológico na mesma área onde foram encontradas as gravuras uma urna funerária de 1.200 anos – até então, o artefato mais antigo no encontro das águas. O arqueólogo defende que seja feito um estudo subaquático sobre as obras.

Publicado em Notícias, PatrimônioAdicionar comentário

Livro reportagem mostra pinturas da igreja de Aquiraz


O lançamento do livro reportagem Painéis de Aquiraz: Jóias da Arte Popular do Ceará Colonial, da jornalista Lucia Galvão aconteceu no Salão Paroquial da igreja Matriz de Aquiraz, no dia 27 de novembro, e no Auditório de Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, no dia 02 de dezembro. Em Aquiraz o livro foi apresentado pelo vigário de Aquiraz, Pe. Robério Queiroz. Em Fortaleza, a apresentação foi do secretário estadual da Cultura Prof. Francisco Auto Filho, que na ocasião comprometeu-se a encaminhar projeto ao Governador Cid Gomes para a restauração dos painéis e da própria igreja matriz de Aquiraz.

O projeto, apoiado pelo Governo do Ceará, através da Secretaria da Cultura, foi selecionado pelo III Edital de Apoio à Preservação do Patrimônio de Natureza Material 2009, na modalidade de acervos museológicos.

O livro é um esforço por divulgar os 12 painéis pintados que compõem o teto da capela mor da Igreja Matriz de São José de Ribamar, em Aquiraz, e se encontram em precárias condições de conservação. “Nosso objetivo é divulgar a existência centenária dessas obras e despertar o interesse em conhecer sua história e significados, de modo a formar consciência e competências para a sua preservação entre as antigas e novas gerações. Consideramos que produzir esta reportagem baseadas em pesquisas, entrevistas e com registros de imagens e descrições dos painéis tenha sido importante para reconhecer os seus valores histórico, artístico e cultural e, sobretudo, para sensibilizar a população, a empreendedores e às autoridades eclesiásticas e civis do município, estado e governo federal para a necessidade de restaurá-los e preservá-los evitando que as figuras se apaguem ou se percam para sempre”, diz a autora.

Os painéis, de autor ainda desconhecido, formam um dos conjuntos de pinturas mais antigas do Estado do Ceará, representando cenas da vida da sagrada família, em composições que denotam conhecimento do autor das escrituras bíblicas, inclusive dos livros apócrifos. Entretanto, a execução resulta com aparência ingênua em virtude de falhas no emprego das técnicas elementares de desenho e pintura, o que denota, provavelmente, a sua origem popular. Embora, possivelmente, há mais de dois séculos e meio estejam eles no mesmo local, pouco se sabe de sua história e poucos têm demonstrado interesse em conhecê-los melhor.

Acredita Lúcia Galvão que o registro desta realidade em seu livro reportagem “poderá desencadear outros projetos, como de restauro e capacitação em restauros na própria comunidade de Aquiraz. Poderá gerar, também, trabalhos de arte-educação num processo de reconhecimento da própria identidade, enriquecendo a auto-estima de um povo, nós, os cearenses, que temos a tradição de não reconhecer os próprios valores, deixando-os por isso vulneráveis ao esquecimento, ao desenraizamento, a expropriações”.

A edição ilustrada com fotografias de Joaquim Saldanha, tem desenho gráfico de Gil Dicéllio, revisão de Gustavo Meneses Passos, impressão da Expressão Gráfica, e edição do Instituto Olhar Aprendiz.

Publicado em Artes Visuais, Notícias, PatrimônioAdicionar comentário

Los museos, la memoria social y los nuevos patrimonios en Brasil


Durante el mes de mayo, coincidiendo con la Presidencia de turno española
de la Unión Europea, se han sucedido en España diferentes eventos culturales
de carácter internacional, todos ellos con una importante presencia
brasileña.

En el ámbito de los Debates de Patrimonio que desde hace años realizan La
Fundación Banco de Santander y la Asociación Hispania Nostra sobre el
patrimonio material e inmaterial, hasta esta edición realizados sobre
España, dedicados al análisis y la discusión razonada de los retos y
problemas a los que se enfrenta la conservación del patrimonio cultural y
natural, Brasil ha tenido una importante representación en las personas de
José do Nascimento, Presidente del IBRAM -Instituto Brasileño de Museos- y
del Programa Ibermuseos y Rose M. Miranda, coordinadora General de sistemas
información museal del IBRAM. En los Debates también participó una
representación de la Plataforma para el Fomento de los Oficios Artísticos
(España) que tiene suscrito un convenio de colaboración con el Instituto
Olhar Aprendiz (Brasil).

Con la ponencia “Los Museos en el Patrimonio Cultural de Brasil”, Nascimento
repasó la historia de los museos brasileños y divulgó informaciones sobre la
realidad brasileña que sorprendieron gratamente a los asistentes: en la
actualidad existen en Brasil alrededor de 1.800 museos, en los que trabajan
alrededor de 27.000 personas; en la segunda legislatura del Presidente Lula,
Brasil ha hecho una apuesta importante creando el IBRAM para prestar una
atención especializada al ámbito museal, delegándole las competencias
específicas que hasta ahora detentaba el IPHAM; el presupuesto del IBRAM se
quintuplicó del 2009 al 2010 y el del IPHAM se multiplicó por dos.
Excelentes noticias en los tiempos de recortes presupuestarios que vive
Europa en la actualidad.

El Programa Ibermuseos, dirigido por Nascimento, nace de la Organización de
Estados Iberoamericanos. Aglutina los 22 paises de la Organización y la sede
del Programa está instalada en Brasilia. Se trata de una iniciativa que
surge con el propósito de promover la integración de los países
iberoamericanos, cumpliendo funciones de articulación entre las
instituciones y los profesionales del sector museológico iberoamericano, la
protección y gestión patrimonial y el intercambio de prácticas, experiencias
y conocimientos producidos, así como la promoción y la divulgación de la
cultura iberoamericana. El Programa Ibermuseos interpreta a los museos como
instituciones dinámicas, vivas y de encuentro intercultural; espacios en los
que trabajar la historia y la memoria; instancias relevantes para el
desarrollo de las funciones educativas y formativas, espacios propicios para
estimular el respeto a la diversidad cultural y lugares para potenciar y
valorizar los lazos de cohesión social de las comunidades Iberoamericanas.

Bajo el título “La memoria social y los nuevos patrimonios de Brasil”, la
museóloga Rose M. Miranda, realizó una amena presentación. Comenzando por la
historia de los museos en la cultura occidental y repasando los diferentes
tipos de museos que se pueden encontrar hoy en Brasil. Algunos realmente
novedosos. En Europa se acoge con mucho interés la filosofía que está
desarrollando el gobierno brasileño actual, en el ámbito del patrimonio, al
impulsar un nuevo museo que contemple los conceptos de territorio,
patrimonio integral y la comunidad local, favoreciendo la dignidad social e
interpretando la memoria como puente de desarrollo social. Asimismo, este
nuevo museo contribuye a la construcción social de la memoria, la percepción
crítica dela realidad cultural, generando producción de conocimiento y
aportando entretenimiento y ocio. Miranda ilustró su ponencia exponiendo
varias iniciativas museales novedosas, con imágenes que causaron el asombro
de los asistentes a las jornadas.

En primer lugar expuso el caso del Museo Comunitario Mãe Mirinha de Portão,
localizado en un Terreiro São Jorge Filho de Goméia (casa de Candomblé
Angola). Cuya idea surge de las actividades desarrolladas por la santera
Mirinhade Portâo, que beneficiaban a la comunidad del barrio Portâo de Lauro
de Freitas (Bahía)., estableciendo formas participativas, junto a la
comunidad, desarrollando acciones democratizadoras, de conocimiento y de
inclusión social, incluyendo la participación de jóvenes de todas las edades
en la creación constante del propio Museo. Este espacio muestra la
trayectoria de los negros traídos de África por la fuerza, especialmente los
Bantu. La importancia de los dos componentes allí unificados, por una parte
el equipamiento cultural de todo un universo de luchas , conquistas,
resistencias y victorias con un ambiente de Candomblé Angola, fuente de
diferentes y valiosos saberes. De este modo el Museo Comunitario conserva la
diversidad cultural, basada en la memoria, la práctica religiosa del
Camdomblé Angola, sus valores estéticos, sus formas de hablar, sentir y
demás sutilezas culturales inherentes que componen el escenario
negro-mestizo baiano. Estos aspectos son el soporte, junto al territorio y
la comunidad del soporte de la acción museal.

Posteriormente, presentó el caso del Museo Maguta, consecuencia de una
iniciativa del antropólogo João Pacheco de Oliveira, que en 1985, juntamente
con líderes indígenas, fundó el Centro de Documentación e Investigación del
Alto Solimôes, cuando realizaba su doctorado sobre los indios Ticunas, que
actualmente funciona como museo dirigido por los propios indígenas.

Los líderes indígenas de Brasil han descubierto que los museos pueden ayudar
a reavivar elementos de la identidad étnica, seleccionando y reconstruyendo
formas de vida ya destruidas. Algunos grupos étnicos están creando museos
indígenas que, al mismo tiempo que educan, movilizan a la población porque
contribuyen a ordenar y mantener viva la memoria de la propia identidad.
Tenemos, pues, una muestra real de interculturalidad, en la que el concepto
de museo, proveniente del *hombre blanco, *se llena de contenido indígena y
se reformula.

Los Ticunas has definido su Museo de diferentes maneras, todas ellas
realmente poéticas: *“Museo es el lugar que sustenta las cosas del mundo”,
“Museo es el lugar para colorear el pensamiento” *o* “Museo Maguta sirve
para guardar nuestro futuro”.*

Por último, Miranda presentó el Museo Pavâo Pavaozinho Cantagalo. Ejemplo de
Museo de Favela, en Rio de Janeiro. La visita a este museo, guiada por los
propio moradores, consta de explicaciones sobre el territorio,
presentaciones culturales y venta de objetos artísticos y eco-artesanía de
la favela. La ONG Museo de Favela, formada por los líderes de los Complejos
Pavão, Pavãozinho y Cantagalo, comunidades localizadas en los barrios de
Copacabana e Ipanema, Zona Sur de Rio de Janeiro, tiene como objetivo
principal transformar su territorio en un monumento turístico carioca de la
Historia y la Formación de las Favelas, de los Orígenes de la Samba, de la
Cultura del Emigrante Nordestino, de la Cultura Negra, de las Artes Visuales
y de la Danza.

El Museo de Favela está integrado en el Proyecto Puntos de Memoria, cuyo
obejtivo es impulsar la creación de museos comunitarios, para la
reconstrucción y protección de la memoria social y colectiva de las
comunidades contando con sus moradores, sus orígenes históricos y valores.
El Proyecto es el resultado de la colaboración entre los Programas Más
Cultura, del Ministerio de Cultura, a través del Instituto Brasileño de
Museos -IBRAM-, del Pronasci, del Ministerio de Justicia, con apoyo de la
Organización de Estados Ibero-americanos -OEI.

Francisco Lara

Publicado em Notícias, PatrimônioAdicionar comentário

ESDRAS GUIMARÃES CAPTA REFLEXOS DE PARIS EM FORTALEZA


Pode-se afirmar que a autonomização da arte francesa se inicia com Luiz XIV e torna-se referência para as artes internacionais com o estilo Luiz XV, principalmente no mobiliário. A elegância do estilo Rococó também pode ser observada em vários outros pontos da Europa mas, no Brasil, a influência da arte francesa somente vem a ocorrer de modo mais explicito através do estilo Neoclassico, trazido pela Missão Artística Francesa nas décadas iniciais do século XIX, no governo de D.João VI, e estende-se como estilo oficial por quase todo o restante do século.

Esse estilo tem por fundamento o uso exacerbado das formas do classicismo greco romano, como já ocorrera no Renascimento italiano. Os estetas do neoclassicismo, dentro de uma visão historicista e idealista, acreditavam na existência de um belo absoluto, cuja qualidades fundamentais eram a simplicide e a universalidade que não se encontra na imperfeição da natureza, mas no espírito humano. Por isso, devevía-se adotar por princípio a busca da harmonia das proporções, a regularidade das formas, a serenidade de expressão e a idealização da realidade.

Para o crítico Carlos Cavalcanti o neoclassicismo, através do dirigismo do seu método de ensino, obtém dois sutis objetivos práticos que se complementam:

“limitar a liberdade individual de criação do artísta e aliená-lo da participação da vida social. A limitação da liberdade individual de criação será feita mediante a adoção de normas e preceitos técnicos e expressivos, formulados à base dos exemplos e sugestões das obras dos gregos e renascentistas. A obediência a essas normas e preceitos anulará ou dificultará a afirmação de peculiaridades pessoais como também das características nacionais.”

Outro aspecto importante da inspiração francesa na arquitetura brasileira é a influência dos ventos do romantismo e outras tendência do fim de século XIX que promovem a diluição dos rigores do neoclassico levando a arquitetura a uma mistura repleta de referências estéticas de estilos apanhados na pesquisa histórica, apresentando, por vezes, uma mesclagem rica, inteligente e criativa de estilos, por vezes, uma mistura caótica denominada de ecletismo.

A proposta ecletica pode ser entendida um desejo de fuga ou resistência ao dirigismo cultural do neoclassico que, por certo, tinha por finalidade ideológica servir à conservação dos poderes políticos e interesses dos grupos burgueses dominantes, que punham fé inabalavel no triunfo das ciências, da indústria, e na superioridade da cultura européia frente as culturas de outros povos.

Na passagem do século, nas últimas décadas do século XIX, também fruto de propostas contraditórias, surgem as primeiras manifestações de um estilo concebido por teóricos que propunham criações originais mais sintonizadas com o espírito industrial, esperimental e moderno, uma espécie de consciliação dos ideia estéticos do passado com as possibilidades novas do presente. Surge a Arte Nova, o Art Noveau. Essa nova tendência artística teve pouca duração sufocada que foi pelo conflito que resultou na primeira Guerra, mas teve seus reflexos espalhados p-elo mundo, incluse o Brasil e o Ceará.

Ao final da Guerra parece que estão sepultadas definitivamente as idéias de restauração do passado. As ideias modernas se impõem e se materializam nas artes, na arquitetura, na moda, ganham forte divulgação através da Exposição de Artes Decorativas de 1925, em Paris, e rapidamente espalham-se por todo o mundo ocidental. Para que se tenha uma idéia da rapidez de sua difusão, em 1928, em Fortaleza, já tinhamos uma construção de influência Art Decó: o munumento à José de Alencar, na praça de mesmo nome.

O desejo de modernidade não pára desde então. A visão racionalista avança assossiando estética, técnica e funcão. A beleza liga-se a funcionalidade estabelecendo um novo conceito de beleza. Surge o Funcionalismo, estilo que pode ser personificado em Le Corbusier. A sua influência no Brasil foi profundamente fértil e produtiva e, graças a ele, a arquitetura brasileira empunhou a bandeira da vanguarda durante muitos anos.

No Ceará, a influência francesa na arquitetura pode ser observada em vários prédios, tanto em Fortaleza como nas principais cidades do interior. Prédios como a Estação João Filipe, a Assembéia Provincial, o Theatro das Ribeiras do Icó, o Teatro São João de Sobral marcam a influência do Neoclássico; a Rotisserie, o banco Frota Gentil e muitos outros prédios marcam o Ecletismo. Mais raros em nossa arquitetura são os exemplos do Art Nouveau. Em contrapartida a influência do Art Decó pode ser percebida na arquitetura popular e o Funcionalismo, pode-se dizer sem medo de erro, que ainda é o estilo mais influente entre os arquitetos que atuam hoje no Ceará.

Essa série de fotos busca fazer ver a riquesa estética que a influência francesa nos possibilitou. E para tal recorremos a um ensaio do fotógrafo Esdras Guimarães que conseguiu captar de modo poético, em detalhes, o glamour ea elegância que a cultura francesa nos legou.

Publicado em Cultura, Destaque, PatrimônioAdicionar comentário

Olhar Aprendiz firma convênio com a Plataforma da Espanha


O Instituto Olhar Aprendiz e a Associação Plataforma para o Fomento dos Ofícios Artísticos, da Espanha, firmaram convênio de cooperação mútua nos campos da Cultura, Ciências e Educação. O convênio prevê o intercâmbio de profissionais técnicos, pesquisas e estudo relacionados ao patrimônio cultural; e a troca de experiências e documentos sobre o desenvolvimento das ações empreendidas pelas respectivas organizações.

A assinatura do documento por Roberto Galvão – presidente do Olhar Aprendiz, e Eduardo Bena vente – presidente da Plataforma, ocorreu em fevereiro no Centro de Formação de Ofícios Artísticos, iniciativa educativa profissionalizante da empresa espanhola El Barco, com mais de 20 anos de atuação na realização de projetos e intervenções de restauração e reprodução de obras de arte e decoração, tendo como seus principais clientes o Instituto de Conservação e Restauração de Bens Culturais do Ministério da Cultura da Espanha e outras instituições governamentais espanholas, como o Ayuntamiento de Madrid.

A Plataforma foi criada nos últimos dias de 2009, na Espanha, por um grupo de profissionais que trabalham com ofícios aplicados à construção, decoração e a restauração do patrimônio material. A iniciativa, que tem a sua base nas idéias de responsabilidade social, tem o objetivo de chamar a atenção para a importância da conservação e enriquecimento do acervo de bens patrimoniais, promovendo ações de apoio ao desenvolvimento dos ofícios artísticos, tendo em mente a importância deste setor profissional como campo de criação de empregos qualificados.

O QUE É A PLATAFORMA

A Plataforma trabalha para desenvolver suas ações em diferentes campos de atuação promovendo intervenções nas seguintes áreas:

Reivindicativa. Mostrando a importância cultural que tem o conhecimento dos ofícios artísticos. Abrindo o debate sobre a possibilidade do Estado deslocar, pelo menos um 1% dos investimento alocados na construção de obras públicas, para de atividades que fomentem o desenvolvimento dos ofícios artísticos, ou, para projetos que utilizem técnicas artísticas, com a missão final de estimular a cultura e o emprego de qualidade nas éreas de artes e ofícios.
A Plataforma pretende que nos projetos de reabilitação e recuperação de edifícios históricos se incremente o rigor e a exigência no conhecimento de materiais e técnicas decorativas. Para isso, pede a colaboração dos profissionais de arquitetura, mestre, decoradores e a todos os envolvidos com restauro para devolverem aos bens patrimoniais arquitetônicos a qualidade com que foram criados. Para isso, pretende também que se ponha a mesma atenção na reabilitação dos interiores que nas fachadas, preservando na medida do possível as técnicas decorativas originais.

Assistência e Consultoria.
A Plataforma dá inicio a criação de uma base de dados em que se possa encontrar as técnicas artísticas e decorativas, bem como os materiais que se usavam e os ofícios artísticos tradicionais que foram utilizados na execução dos trabalhos de construção e decoração, tanto por estilo como por época de realização. Igualmente, a entidade conta com um comitê de experientes profissionais em ofícios artísticos para dar assistência e consultoria para todos os projetistas, promotores, arquitetos, decoradores, conservadores ou a empresas que tenham a necessidade de realizar um trabalho e necessitem fazer consultas sobre materiais e técnicas decorativas, com o objetivo de proporcionar maior rigor a seus projetos.

Formação.
A formação no conhecimento dos ofícios artísticos é um dos objetivos prioritários da Plataforma. A associação colabora atualmente, em Madrid, com empresas formadoras de mão de obra nos ofícios em gesso artístico, estuque marmorizado, pintura decorativa, marcenaria e entalhe, mediante cursos de formação livre com duração de 450 horas, que são realizados com a colaboração do Serviço Regional de Emprego da Comunidade de Madrid e se está ampliando a variedade de especialidades.

Bolsa de trabalho. A Plataforma será um ponto de encontro entre as pessoas ou empresas que demandem mão de obra qualificada e especializada em ofícios artísticos e as pessoas que estão disponíveis ou desejam trabalhar nestas especialidades. Comprometendo-se a certificar seu grau de profissionalização e a criar um cadastro de especialidades.

I+D+I. Dentro dos objetivos da organização figura a investigação de materiais, com pesquisas de idoneidade, para sua aplicação em ofícios artísticos. Igualmente, desejamos desenvolver técnicas decorativas que se possa empregar em trabalhos artísticos. Inovando no emprego dessas técnicas, para poder oferecer aos usuários soluções rigorosas, quanto a técnicas e materiais.

Colaboração. A Plataforma para o Fomento dos Ofícios Artísticos deseja colaborar com associações profissionais ou instituições públicas, com o objetivo comum de desenvolver os ofícios artísticos, fomentando o conhecimento, a cultura e o emprego. Construindo o futuro sem esquecer o passado, como cimento da sociedade.

Cooperação. Sensibilizada e conhecedora do trabalho por desenvolver que existe em países de nosso entorno e países de cultura semelhante na América Latina, a Plataforma se oferece a compartir este conhecimento e servir de vínculo de união e cooperação em matéria de formação e colaboração em trabalhos de recuperação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural, no desejo de servir de ponte e intercambiar experiências e colaboração profissionais.

Denuncia. A Plataforma está aberta a pessoas ou organizações que desejem denunciar práticas equivocadas no desenvolvimento de trabalhos, ou simplesmente no abandono ou descuido do Patrimônio.

A primeira atividade pública da Plataforma consiste na divulgação de um MANIFIESTO aberto a adesão de pessoas ou entidades sensibilizadas para o fomento do emprego através dos ofícios artísticos e da conservação do Patrimônio Cultural. Leiam o Manifesto em sua forma original:

Manifesto: PLATAFORMA PARA EL FOMENTO DE LOS OFICIOS ARTÍSTICOS

La Plataforma nace con la finalidad de fomentar y divulgar los Oficios Artísticos aplicados a la construcción, decoración, rehabilitación y restauración del patrimonio arquitectónico. Para lo cual demanda la colaboración y adhesión de colegios profesionales , asociaciones de artesanos y artistas y en general todas las iniciativas, privadas o públicas, con el fin de promover un mecanismo de presión para influir en la formulación de medidas y normas que encajen en su espíritu la salvaguarda y el desarrollo de los oficios artísticos y el fomento del empleo cualificado.

Reconocemos la importancia cultural que tiene el conocimiento de los oficios artísticos. Por tanto, solicitamos que dentro de la inversión que realizan las Administraciones Públicas en la ejecución de edificios de titularidad pública se destine, al menos, el 1% de la inversión a trabajos en que intervengan oficios artísticos, incluyendo en los proyectos trabajos que fomenten las artes decorativas, o bien, diseños que empleen técnicas artísticas. El objetivo final es incentivar la cultura y el empleo cualificado.

Por una parte, un país como el nuestro, con amplia tradición artística y uno de los mejores Patrimonios Artísticos del mundo, ve peligrar este conocimiento por los cambios de mentalidad y la falta de previsión en la puesta en valor de lo que son los cimientos de nuestra sociedad; y por otra, en los últimos años se ha formado un importante colectivo de técnicos y expertos en el ámbito del Patrimonio y los Oficios Artísticos que no se debiera dilapidar por motivos meramente coyunturales. Así, encontramos fundamental la defensa de este colectivo laboral y el apoyo de las acciones encaminadas a promover nuevos puestos de trabajo cualificado.

La Plataforma para el Fomento de los Oficios Artísticos está impulsada por la Asociación del mismo nombre, constituida en fechas recientes por un grupo de profesionales sensibilizados por las posibilidades y dificultades por las que atraviesa el sector, con el fin de crear un foro de discusión y reflexión que aporte soluciones novedosas a las nuevas situaciones que genera la actual coyuntura.

VEJA TAMBÉM O POST: OPINIÃO: O futuro da maméria cultural.

Publicado em Educação, Notícias, PatrimônioAdicionar comentário

Dados de artistas cearenses: como assessar


SERVIÇO AINDA EM IMPLANTAÇÃO. Para encontrar os dados de artistas cearenses que dispomos em nossos arquivos, é necessário digitar no quadro “Buscar no site” a palavra “dados” seguida no nome do artísta que você deseja pesquisar.

Publicado em Cultura, Dados de Artistas, Patrimônio, ReferênciasAdicionar comentário

GALERIA: EM VIÇOSA AS MAIS ANTIGAS PINTURAS DO CEARÁ


A igreja matriz da cidade de Viçosa guarda as mais antigas pinturas do Ceará. Estão no teto da nave central e existem controvércias sobre o que representam. Para o professor Liberal de Castro representam as virtudes e os sentidos.

Publicado em Destaque, Galeria, PatrimônioComentários (1)

Tags:

Bíblia mais antiga do mundo pode ser lida na internet


Graças ao desenvolvimento tecnológico, foi possível reunir na internet o que, possivelmente, constitui-se no livro encadernado mais antigo que sobreviveu até hoje: o Códex Sinaiticus, uma bíblia com mais de 800 páginas escritas em grego sobre pergaminho, que data do século IV de nossa era. O endereço que pode ser consultado em qualquer parte do planeta é www.codexsinaiticus.org .

A reunificação é resultado de uma colaboração de 4 anos entre a Biblioteca Britânica; a Biblioteca da Universidade de Leipzig; o Mosteiro de Santa Catalina, no Monte Sinai, no Egito; e a Biblioteca Nacional da Rússia, de São Petersburgo. Cada uma dessas instituições guarda partes diferentes do manuscrito. O projeto permitirá aos estudiosos de todo o mundo pesquisar o texto grego, que foi transcrito em sua totalidade com referencias cruzadas, que incluem numerosas revisões posteriores e correções.

O que não entendemos é porque esse projeto não é acoplado a Biblioteca Mundial Digital, projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco e de mais 32 instituições culturais da Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Israel, Japão, México, Rússia e Uganda, entre elas a Biblioteca Nacional, que permite consultar gratuitamente milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas através do sítio www.wdl.org.

O sítio onde encontra-se o Códex Sinaiticus é em inglês, grego, alemão e creio russo. A Biblioteca Digital Mundial é extremamente fácil de utilizar e é em português, e também  pode ser acessada por lugar, tempo, tipo de material (livro, fotografia, mapa, áudio) ou instituição proprietária do documento.

Publicado em Cultura, PatrimônioAdicionar comentário

Tags:

Pacoti cria Arquivo Público Municipal


“O espaço ainda está um tanto desorganizado, mas agora teremos condições de deixar isso aqui com cara de arquivo”, assegura o pesquisador Joatan Nojosa, sobre a situação do futuro arquivo que funcionará provisoriamente no prédio da Ilha Digital; fato que já não é mais novidade para parte da população, devida à ampla divulgação e debate desse projeto desenvolvido pela Associação SEMPRE (Segmento de Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité), entidade sem fins lucrativos, criada em Pacoti há quase um ano.
“O trabalho da SEMPRE foi de sensibilização junto à comunidade e poder público, em parceria com a Secretaria de Cultura, alertando sobre a importância de se cuidar do acervo documental da cidade. Elaboramos o primeiro projeto de lei de criação de um arquivo, à nível estadual, que possui sede e dotação orçamentária próprias em subordinação direta ao Executivo, como orienta a legislação pertinente, o que garante que o espaço não seja destituído por uma outra gestão municipal”, explica Levi Jucá, historiador, presidente da ONG, que foi escolhido diretor da nova instituição pela administração Cidade Feliz.
Dados recentes do Arquivo do Estado de São Paulo revelam que 73% dos municípios brasileiros não possuem um arquivo instituído e organizado. No Ceará, desde 1982 foi criado o Sistema Estadual de Documentação e Arquivos (SEDARQ) através da Lei nº. 10.746, sendo acrescido de um dispositivo de reestruturação através do decreto Lei nº. 13.087, de 29 de dezembro de 2000, com o intuito de implantar a política estadual de arquivos públicos e privados, visando a gestão, preservação e acesso aos documentos. O mais sério é que ainda hoje, somente estão previamente organizados os arquivos de Caucaia e Farias Brito. “Vamos continuar fazendo uma grande divulgação do Arquivo de Pacoti como exemplo para outras cidades, em especial às do Maciço de Baturité”, avisa Cássia Barroso, secretária de cultura.
A implantação do espaço é também marcante para o funcionário público José Cleóbulo Moura, que há tantos anos se preocupa com essa organização: “o primeiro prefeito a se preocupar com os documentos foi o Dr. Audísio de Sousa, que merece a homenagem do arquivo ter seu nome, mas depois vinha outra gestão e desorganizava tudo de novo. É uma dificuldade encontrar papéis de prova que ajudem alguns idosos a dar entrada na aposentadoria”.
O pioneirismo de Pacoti também se deve às características especiais que possui seu acervo para o público pesquisador, o que o torna também um espaço cultural. “Agora poderemos ter acesso às fontes para contar a história de nossa cidade, que infelizmente anda cheia de erros e lacunas nas placas por aí”, conta Maraline Rocha, universitária do curso de História. O volume documental, além de possuir itens referentes às demais cidades serranas (Aratuba, Mulungu e Guaramiranga, que por alguns anos foram distritos de Pacoti), pretende também custodiar acervos particulares de interesse público. “A partir do trabalho de resgate patrimonial, surgiram inúmeras fotografias antigas, cartas, mapas, jornais, fitas K-7, vídeos e demais documentos que não tem como suporte apenas o papel oficial”, conta Levi Jucá.
A primeira etapa consistirá na formação de uma equipe funcional e de outros interessados, através de oficinas e cursos de arquivística, em parceria com o Arquivo Público do Estado do Ceará – APEC. (Contato: associacao_sempre@hotmail.com)

Publicado em Notícias, PatrimônioComentários (1)

Tags:

Ícones de Fortaleza: Castelo do Plácido


Visão do Castelo
Visão do Castelo
Castelinho nos anos 40
Castelinho nos anos 40
Postal do Castelo

Postal do Castelo

O comerciante Plácido de Carvalho era proprietário de muitos terrenos no centro da Cidade,
onde vários importantes prédios foram levantados, como o “Majestic” em 1917 e o “Excelsior Hotel” em 1930.

Quase todo o quarteirão da Rua Major Facundo que ficava na praça do Ferreira era seu.
Além de comerciante era também industrial, tendo uma fábrica de mosaicos estabelecida em 1905,
com escritórios na rua Barão do Rio Branco.

Em uma de suas viagens à Europa, conheceu na Itália a jovem Pierina Giovanni, a quem propôs
casamento e vinda para o Brasil. Como insistisse muito, a jovem condicionou sua vinda à construção
de um palácio para residência do casal.

Plácido adquiriu a planta de um palácio na Itália e o fez construir em Fortaleza, por João Sabóia Barbosa,
na Avenida Santos Dumont, entre a Rua Carlos Vasconcelos e a Rua Monsenhor Bruno. Isto ocorreu por volta de 1912.

Pierina e Plácido casaram e viveram juntos até a morte de Plácido, em 1935.
Essa história é contada de boca em boca na cidade, não havendo, porém nenhuma confirmação oficial.

Depois a viúva Pierina casou-se com o arquiteto Emílio Hinko, um húngaro que trabalhava com
arquitetura e responsável pela construção de vários prédios famosos, inclusive a sede do
Clube Náutico Atlético Cearense. Foi também projetista da Base Aérea de Fortaleza, da Igreja do Coração de Jesus e do prédio da  Casa do Estudante Secundarista. 

Na década de 30 o castelo foi ocupado pelo Serviço de Malária, departamento federal que equivale
hoje a Sucam.

Em  1974 o castelo do Plácido foi vendido para o grupo Romcy para a construção de um supermercado.
Na iminência de seu tombamento, o Castelinho, como era conhecido, foi demolido da noite para o dia.
Passaram-se os anos e o terreno ficou abandonado até que o governo o desapropriou e nele
construiu a Central de Artesanato Luiza Távora.

Dona Pierina faleceu em 1958 e seu segundo marido, Emilio Hinko, viveu até 2002, tendo chegado à idade
de 100 anos.

Publicado em Galeria, PatrimônioComentários (1)

Advertise Here

Fotos no Flickr- Ver todas as fotos

IMG_0487IMG_0491IMG_0488IMG_0492IMG_0489IMG_0483

Agenda

May 2012
S M T W T F S
« Apr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Links

  • Canal Olhar Aprendiz
  • Ministério da Cultura

Links - Olhar Aprendiz

Patrocinadores

Voltar ao Topo