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CANGAÇO no Espaço Cultural Porto Freire


A saga de Lampião e seu bando volta a ser tema de exposição que acontece no espaço Cultural Porto Freire, em Fortaleza. A abertura da mostra, no dia 6 de maio, contou com a presença da neta do “Rei do Cangaço”, Vera Ferreira, que veio especialmente para o evento. A exposição “Cangaceiros” é composta de fotos, recordes de jornal da época e objetos, como armas, roupas e bijuterias, que revelam as principais etapas da história daqueles cujas façanhas trafegam entre o mito e a realidade.
Em um cenário que remetia aos tempos do cangaço, com um bar tematizado de cachaça, a abertura da mostra contou ainda com a apresentação do Grupo de Tradições Raízes Nordestinas, com a dança do xaxado homenageando Lampião e Maria Bonita, e Vera Ferreira fez uma palestra contando a sua experiência como neta de um dos ‘fora-da-lei’ mais procurados e temidos de todos os tempos, no Brasil.

Filmes e artesanato
Também está em exibição o filme realizado pelo mascate libanês Benjamin Abrahão, que, munido de uma carta de recomendação do Padre Cícero, conseguiu adentrar na caatinga e no mundo do Capitão Virgulino Lampião, transformando-se em seu fotógrafo e cineasta oficial. Durante o mês de maio, aos sábados, foram apresentados, no local, um filme sobre o cangaço.
Durante a exposição, acontece o “Projeto Escola, Amigos da Arte”, onde alunos de colégios circunvizinhos são convidados a conhecer a exposição e assistir aos filmes. Estes estudantes são instigados a escrever redações sobre o que viram e ouviram.
Em junho, ainda em continuidade as manifestações do evento, aos sábados, acontecerá uma feira mix com artesanatos, comidas típicas e danças regionais no espaço externo do Parque del Sol.

Serviço
Exposição “Cangaceiros”
Coordenação: Ricardo Albuquerque – Instituto Chico Albuquerque – 9621.5000
Curadoria: Lidia Sarmiento – 8829.9060
Curador do Espaço Cultural Porto Freire – Roberto Galvão
Local: Parque del Sol – Rua Joãozito Arruda, s/n – Cidade dos Funcionários
Período: 06 de maio a 30 de julho

- Terça à sexta: das 9 às 19 horas
- Sábados e domingos: das 14 às 19 horas

Agenda da Exposição
- Lançamento e palestra inaugural: Dia 6 de maio
- Exposição: 06 de maio a 30 de junho
- Cine Cangaço: todo sábado do mês de maio, às 10hs (no Espaço Cultural Porto Freire)
- Feira Mix: todo sábado do mês de junho, a partir das 17horas (no Parque del Sol)
- Projeto Escola, Amigos da Arte: durante o período da exposição

Maiores informações:
Porto Freire Engenharia / Espaço Cultural Porto Freire
Ilnah Vasconcelos – coordenadora de marketing – 3521.6126 / 8616.7689
Rozanne Quezado – assessora de imprensa – 3242.0230 / 9994.8040

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Memorial da Liberdade de Redenção terá catálogo geral publicado


Selecionado no III Edital de Apoio à Preservação do Patrimônio de Natureza Material, na modalidade de Preservação de Acervos Museológicos, o Instituto Olhar Aprendiz publicará o catálogo geral do acervo do museu Memorial da Liberdade, do município de Redenção, no Maciço de Baturité.

O edital, promovido pelo Governo do Ceará através da sua Secretaria da Cultura, selecionou dez projetos, no valor total de R$270.000,00. O referido projeto conta, para a sua realização, com o apoio da AMAB.

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Olhar Aprendiz firma convênio com a Plataforma da Espanha


O Instituto Olhar Aprendiz e a Associação Plataforma para o Fomento dos Ofícios Artísticos, da Espanha, firmaram convênio de cooperação mútua nos campos da Cultura, Ciências e Educação. O convênio prevê o intercâmbio de profissionais técnicos, pesquisas e estudo relacionados ao patrimônio cultural; e a troca de experiências e documentos sobre o desenvolvimento das ações empreendidas pelas respectivas organizações.

A assinatura do documento por Roberto Galvão – presidente do Olhar Aprendiz, e Eduardo Bena vente – presidente da Plataforma, ocorreu em fevereiro no Centro de Formação de Ofícios Artísticos, iniciativa educativa profissionalizante da empresa espanhola El Barco, com mais de 20 anos de atuação na realização de projetos e intervenções de restauração e reprodução de obras de arte e decoração, tendo como seus principais clientes o Instituto de Conservação e Restauração de Bens Culturais do Ministério da Cultura da Espanha e outras instituições governamentais espanholas, como o Ayuntamiento de Madrid.

A Plataforma foi criada nos últimos dias de 2009, na Espanha, por um grupo de profissionais que trabalham com ofícios aplicados à construção, decoração e a restauração do patrimônio material. A iniciativa, que tem a sua base nas idéias de responsabilidade social, tem o objetivo de chamar a atenção para a importância da conservação e enriquecimento do acervo de bens patrimoniais, promovendo ações de apoio ao desenvolvimento dos ofícios artísticos, tendo em mente a importância deste setor profissional como campo de criação de empregos qualificados.

O QUE É A PLATAFORMA

A Plataforma trabalha para desenvolver suas ações em diferentes campos de atuação promovendo intervenções nas seguintes áreas:

Reivindicativa. Mostrando a importância cultural que tem o conhecimento dos ofícios artísticos. Abrindo o debate sobre a possibilidade do Estado deslocar, pelo menos um 1% dos investimento alocados na construção de obras públicas, para de atividades que fomentem o desenvolvimento dos ofícios artísticos, ou, para projetos que utilizem técnicas artísticas, com a missão final de estimular a cultura e o emprego de qualidade nas éreas de artes e ofícios.
A Plataforma pretende que nos projetos de reabilitação e recuperação de edifícios históricos se incremente o rigor e a exigência no conhecimento de materiais e técnicas decorativas. Para isso, pede a colaboração dos profissionais de arquitetura, mestre, decoradores e a todos os envolvidos com restauro para devolverem aos bens patrimoniais arquitetônicos a qualidade com que foram criados. Para isso, pretende também que se ponha a mesma atenção na reabilitação dos interiores que nas fachadas, preservando na medida do possível as técnicas decorativas originais.

Assistência e Consultoria.
A Plataforma dá inicio a criação de uma base de dados em que se possa encontrar as técnicas artísticas e decorativas, bem como os materiais que se usavam e os ofícios artísticos tradicionais que foram utilizados na execução dos trabalhos de construção e decoração, tanto por estilo como por época de realização. Igualmente, a entidade conta com um comitê de experientes profissionais em ofícios artísticos para dar assistência e consultoria para todos os projetistas, promotores, arquitetos, decoradores, conservadores ou a empresas que tenham a necessidade de realizar um trabalho e necessitem fazer consultas sobre materiais e técnicas decorativas, com o objetivo de proporcionar maior rigor a seus projetos.

Formação.
A formação no conhecimento dos ofícios artísticos é um dos objetivos prioritários da Plataforma. A associação colabora atualmente, em Madrid, com empresas formadoras de mão de obra nos ofícios em gesso artístico, estuque marmorizado, pintura decorativa, marcenaria e entalhe, mediante cursos de formação livre com duração de 450 horas, que são realizados com a colaboração do Serviço Regional de Emprego da Comunidade de Madrid e se está ampliando a variedade de especialidades.

Bolsa de trabalho. A Plataforma será um ponto de encontro entre as pessoas ou empresas que demandem mão de obra qualificada e especializada em ofícios artísticos e as pessoas que estão disponíveis ou desejam trabalhar nestas especialidades. Comprometendo-se a certificar seu grau de profissionalização e a criar um cadastro de especialidades.

I+D+I. Dentro dos objetivos da organização figura a investigação de materiais, com pesquisas de idoneidade, para sua aplicação em ofícios artísticos. Igualmente, desejamos desenvolver técnicas decorativas que se possa empregar em trabalhos artísticos. Inovando no emprego dessas técnicas, para poder oferecer aos usuários soluções rigorosas, quanto a técnicas e materiais.

Colaboração. A Plataforma para o Fomento dos Ofícios Artísticos deseja colaborar com associações profissionais ou instituições públicas, com o objetivo comum de desenvolver os ofícios artísticos, fomentando o conhecimento, a cultura e o emprego. Construindo o futuro sem esquecer o passado, como cimento da sociedade.

Cooperação. Sensibilizada e conhecedora do trabalho por desenvolver que existe em países de nosso entorno e países de cultura semelhante na América Latina, a Plataforma se oferece a compartir este conhecimento e servir de vínculo de união e cooperação em matéria de formação e colaboração em trabalhos de recuperação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural, no desejo de servir de ponte e intercambiar experiências e colaboração profissionais.

Denuncia. A Plataforma está aberta a pessoas ou organizações que desejem denunciar práticas equivocadas no desenvolvimento de trabalhos, ou simplesmente no abandono ou descuido do Patrimônio.

A primeira atividade pública da Plataforma consiste na divulgação de um MANIFIESTO aberto a adesão de pessoas ou entidades sensibilizadas para o fomento do emprego através dos ofícios artísticos e da conservação do Patrimônio Cultural. Leiam o Manifesto em sua forma original:

Manifesto: PLATAFORMA PARA EL FOMENTO DE LOS OFICIOS ARTÍSTICOS

La Plataforma nace con la finalidad de fomentar y divulgar los Oficios Artísticos aplicados a la construcción, decoración, rehabilitación y restauración del patrimonio arquitectónico. Para lo cual demanda la colaboración y adhesión de colegios profesionales , asociaciones de artesanos y artistas y en general todas las iniciativas, privadas o públicas, con el fin de promover un mecanismo de presión para influir en la formulación de medidas y normas que encajen en su espíritu la salvaguarda y el desarrollo de los oficios artísticos y el fomento del empleo cualificado.

Reconocemos la importancia cultural que tiene el conocimiento de los oficios artísticos. Por tanto, solicitamos que dentro de la inversión que realizan las Administraciones Públicas en la ejecución de edificios de titularidad pública se destine, al menos, el 1% de la inversión a trabajos en que intervengan oficios artísticos, incluyendo en los proyectos trabajos que fomenten las artes decorativas, o bien, diseños que empleen técnicas artísticas. El objetivo final es incentivar la cultura y el empleo cualificado.

Por una parte, un país como el nuestro, con amplia tradición artística y uno de los mejores Patrimonios Artísticos del mundo, ve peligrar este conocimiento por los cambios de mentalidad y la falta de previsión en la puesta en valor de lo que son los cimientos de nuestra sociedad; y por otra, en los últimos años se ha formado un importante colectivo de técnicos y expertos en el ámbito del Patrimonio y los Oficios Artísticos que no se debiera dilapidar por motivos meramente coyunturales. Así, encontramos fundamental la defensa de este colectivo laboral y el apoyo de las acciones encaminadas a promover nuevos puestos de trabajo cualificado.

La Plataforma para el Fomento de los Oficios Artísticos está impulsada por la Asociación del mismo nombre, constituida en fechas recientes por un grupo de profesionales sensibilizados por las posibilidades y dificultades por las que atraviesa el sector, con el fin de crear un foro de discusión y reflexión que aporte soluciones novedosas a las nuevas situaciones que genera la actual coyuntura.

VEJA TAMBÉM O POST: OPINIÃO: O futuro da maméria cultural.

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GERALDO MARKAN


Crítico de arte atuante em Fortaleza nas década de 1960 e 1970. Foi membro da comissão julgadora do Salão de Abril em 1970/71/73.

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CASIMIRO XAVIER DE MENDONÇA


Crítico de arte atuante em São Paulo. Foi membro da comissão julgadora do Salão de Abril de 1986.

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Michael Jackson: a morte de um gênio


O mundo somente percebeu a sua real importância com sua prematura saída de cena. Duas semanas após sua morte, ele continua notícia diária de primeira página. Agora todos reconhecem a sua genialidade. Transcrevemos o texto de J. Pérez de Albéniz, publicado no dia 3 de julho no www.elcultural.es , o mais sério comentário que encontramos no noticiário global.

MICHAEL JACSKON

O pop era Michael Jackson. Detrás de um perfil desequilibrado e frívolo se escondia um autêntico gênio que sintetizou na sua música o melhor do funky, do rhythm & blues o do soul.

É difícil imaginar o mundo do pop sem Michael Jackson. Ele era o epicentro do negócio musical. A estrela que melhor resumia um gênero a margem do acadêmico, baseado em talento natural, na sensibilidade e na capacidade para conectar com o grande público. Jackson era um cantor e compositor contemporâneo, direto, sem duplas leituras, talhado para criar melodias que grudam nas mentes, bailes contagiosos e discos de êxito. Não procurem em suas canções compromisso social, virtuosismo instrumental ou alardes intelectual. Michael Jackson era o rei do pop. Nada más e nada menos. Seguramente por isso, todas as acusações e comentários maliciosos que vieram depois de sua morte aos cinqüenta anos, no passado 25 de junho, resvalam em um currículo grandioso com mais de 750 milhões de discos vendidos em todo o mundo. Ele fez do  videoclip uma arte. E dos concertos um espetáculo total. Somente Thriller, sua obra mestra, o disco más famoso da historia da música, foram comercializados mais de 110 milhões de copias. Estamos falando do motor do pop durante os anos oitenta e  noventa, uma época dourada que jamais retornará.

O êxito de Michael Jackson rompeu todas as barreiras  e superou os limites conhecidos da música negra. As dificuldades dos artistas de cor para ascender ao grande público se fizeram nanicas ante a facilidade do pequeno dos Jackson para abrir mercados. Converteu o videoclip num ambicioso ensaio cinematográfico promocional, desenhou coreografias futuristas que revolucionaram os concertos e, sobre tudo, reinventou a música popular. Somente um músico como ele, absolutamente genial, seria capaz de sintetizar diferentes gêneros sob um conceito globalizador: o pop como matriz dos estilos negros, desde o funk até o gospel, passando pelo soul e o breakdance.

A voz de Michael Jackson, muito pessoal e com um amplio e inconfundível registro, disparou a carreira de um menino prodígio que com apenas quatro anos percorreu os Estados Unidos atuando cada noite junto a seus irmãos, os Jackson Five. “Não tenho um conceito claro de infância”, reconheceu em uma entrevista nos anos 80. “Talvez por isso agora eu gosto de viver a vida como um jogo, e desfrutar das diversões infantis, dos animais, dos contos, Nunca fui um verdadeiro  menino”. Em 1969 os Jackson Five ganharam um concurso para jovens talentos que se celebrou no legendário Apollo Theatre de Harlem  e receberam una oferta de Berry Gordon Jr., o capo de Motown Records, a companhia discográfica mais importante na historia da música negra. Diana Ross adotou o grupo e se converteu em sua madrinha: “Tenho o prazer de apresentar esta noite uma jovem estrela que tem trabalhado no mundo do espetáculo durante toda sua vida e que quando canta e dança ilumina o cenário: Michael Jackson e seus irmãos, The Jackson Five”. A bola de neve havia começado a rodar, e nada podia pará-la: I Want You Back, editado em 11 de outubro de 1969, vendeu dois milhões de cópias em seis semanas. A partir deste momento o êxito jamais o abandonaria.

Seu Thriller o converteu numa super estrela. E pagou por ela um preço demasiado alto. Os desajustes emocionais o convidaram a mudar seu rosto e sua pigmentação. “Michael é a pessoa mais frágil que conheci”, chegou a afirmar Quince Jones, seu produtor fetiche, antes do autor de Rock with you começasse a descabelar-se. Sua morte supõe a despedida definitiva de uma forma de entender o espetáculo tão lúcido e inspirado como persuasivo. O mito da Motown converteu as etiquetas em arquétipos, rompeu todas as barreiras (visuais, sonoras e raciais) e conseguiu com suas canções surpreender todos os cenários que conformam a música pop. Brilhante, otimista, carismático, excêntrico, genuinamente divertido, com seu ponto de pretensão e seu descomunal respeito pela música Michael Jackson, a última grande estrela pop, exerceu uma influencia transcendental na cultura das últimas décadas. Por sua obra o tempo já não passa.

J. PÉREZ DE ALBÉNIZ, em El Cultural.

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Baturité terá escola de tempo integral


O Governo do Estado, através da Secretaria da Educação está implantando uma série de escolas de qualidade onde o modelo adotado opta por um ensino caracterizado pela oferta de cursos profissionalizantes agregados ao ensino médio, em dois turnos, buscando a interdisciplinaridade. Nestas escolas os alunos desenvolvem suas atividades em tempo integral e os professores dedicam suas 40 horas semanais exclusivamente ao projeto. Atualmente essa iniciativa atinge um universo pequeno de alunos: apenas 2% dos 544mil matriculados na rede pública. O Governo pretende ampliar a iniciativa dobrando o número de escolas atendidas pelo projeto até 2010.

A secretária da Educação do Ceará, Izolda Cela, em depoimento ao jornal O Povo de 10 de junho de 2009, mostra cautela ao informar que somente adianta a ampliação do projeto se for com qualidade. Izolda Cela informa também que a implantação está sendo realizada dentro de um rigoroso planejamento preocupado com a sustentabilidade, de modo que seja difícil desfazer o que está sendo feito, e colocando a comunidade de modo que exerça uma espécie de controle social e exija a continuidade do projeto.

Atualmente, entre as 51 já implantadas apenas uma está localizada na região do Maciço de Baturité, em Redenção e, entre as 50 que serão implantadas até 2010, apenas o município de Batuirité será beneficiado. Guaiúba também receberá uma escola do projeto, mas o município, embora filiada a AMAB – Associação dos Municípios do Maciço de Baturité, é localizado na Região Metropolitana de Fortaleza.

Como a maioria dos municípios do Maciço de Baturité obteve, em 2008, resultados abaixo da média nacional, nordestina e cearense no Exame Nacional de Ensino Médio – Enem que avalia os alunos que já concluíram o Ensino Médio (egressos) e os que irão concluí-lo ao final do ano de realização do Exame (concluintes) se espera que a comunidade escolar da região inicie gestões no sentido de buscar dotar o Maciço de Baturité de escolas de melhor qualidade, com mais estrutura, laboratórios, equipamentos audiovisuais e computadores ligados à internet, biblioteca, como as que estão sendo implantadas, e maior oferta de curso de qualificação para os professores.

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LEVANDO O MUNDO PARA ESCOLA E A SALA DE AULA PARA CASA


Os meios de comunicação estão muito presentes na vida das pessoas, principalmente nas mais jovens, condicionando visões, impondo valores, construindo idéias, conduzindo valores, ensinando a sonhar coisas. É preciso ajudar o aluno a desenvolver leituras críticas do mundo em que vive e ampliar os momentos educativos na vida fora das escolas e salas de aula.

Hoje, antes de ir para a escola, a criança já recebeu muitas mensagens que influem no seu modo de ler o mundo e, de certo modo, condicionam a sua compreensão do que se lhe apresenta a realidade. Quantas horas os jovens passam na escola? Quantas horas na TV? E diante do computador?  E quantos anúncios vêem nas rádios, nos jornais, nas revistas e nas ruas todos os dias? Tudo isso interfere na formação do futuro cidadão.

Por isso, de modo algum podemos imaginar que o aluno chega à sala de aula com a mente vazia de idéias. Também não podemos crer que essa violenta carga de informação que o aluno adquire fora da escola é integralmente negativa.

As preocupações deveriam se voltar para a canalização de toda a relação de forças que compõem o universo informativo que está à disposição do jovem para ajudá-lo a compreender o mundo em que vive. A sala de aula é apenas um momento de seu dia e um dos recursos que dispõe o educador para educar os seus alunos. Talvez o mais importante, mas não único. Diante desse fato podemos pensar em duas alternativas de abordagem da questão:

A primeira é levar o mundo para sala de aula oferecendo instrumentos que permitam o desenvolvimento de leituras críticas desse mar de informação e conteúdos que chega ao aluno através das vias alternativas. Nesse sentido devemos levar para as salas de aula a discussão dos temas que estão ocupando espaço nas mídias, debatendo as formas de apresentação destes temas, os meios empregados, fazendo perceber a sua contextualização e os possíveis interesses. E desenvolver exercícios onde o aluno possa expressar as suas visões sobre o seu próprio universo ou círculo de relações, através de experiências dinâmicas, atraentes, mais parecidas com o mundo em que eles vivem. Pode-se imaginar nesse processo a utilização de quaisquer recursos: o livro, a revista, o texto, o e-mail, o vídeo, o cinema, o rádio, o chat, o portal e todas as mídias que o professor tiver acesso ou simulações contanto que os objetivos sejam críticos e pedagógicos.

A segunda é buscar do envolvimento do aluno, procurando a ampliação dos momentos educativos, fazendo-o levar, para casa ou para onde for, a sala de aula no bolso, através da utilização de todas as mídias disponíveis. O educador não pode mais ficar restrito ao recurso da oratória apenas naquele instante da aula. É preciso se apropriar de outros meios para se fazer presente na vida do aluno, para se comunicar com ele, com objetivos informativos e pedagógicos. É preciso trocar mensagens, enviar e-mails, montar grupos de discussão na internet, comunicar-se por celular, orientado a leitura de notícias de jornais, revistas, programas de TV. Por isso é que algumas universidades americanas já estão exigindo o celular tipo Iphone como material escolar obrigatório, como tivemos a oportunidade de ver em notícia publicada aqui no Blog do Olhar Aprendiz.

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NOVO MATERIAL ESCOLAR


O livro, depois da fala, foi o principal instrumento de transmissão da experiência humana, principalmente após o desenvolvimento das técnicas de reprodução impressa. A leitura é um bálsamo, nos engrandece, humaniza, abrilhanta, consegue até nos tornar revolucionários. E com uma preciosa vantagem adicional, quem ler, é socialmente considerado inteligente e sábio.

Aliás até pouco a sapiência somente era adquirida através dos livros. Mesmo as revistas e os jornais não tinham o mesmo valor na transmissão de conhecimentos. Com o passar do tempo foi concedida uma certa liberdade: ver filmes dentro de uma perspectiva literária, documentários, programas informativos, etc, mas essas atividades ainda não atingiam a qualidade, profundidade e importância obtida pela leitura de livros. O livro impresso no seu formato clássico ainda é um objeto respeitável.

Hoje, percebe-se o livro se transformando. Ele somente magnetiza o grande público se consegue tornar-se objeto de consumo. Agora, no início de maio, foi anunciado o lançamento de um novo leitor eletrônico de livros e jornais, o Kindle. E as editoras, nos últimos três anos já incluem em seus contratos com os autores o direito de editá-los no formato digital. “Temos orquivos digitais de tudo, estamos preparados para distribuir 100% do nosso catálogo principal”disse Mauro Palermo, diretor-executivo da editora Nova Fronteira ao jornal Folha de São Paulo.

Atualmente o mercado oferece alguns leitores eletrônicos: o Kindle DX, com capacidade de receber 3mil e quinhentos livros, custando cerca de R$ 990,00; o Kindle com capacidade de 1mil e quinhentos livros e custo de R$ 727,00; o Reader 700 (Sony), com capacidade de 350 livros e preço de R$709,00 e o Iphone que pode receber um aplicativo gratuito.

Acredita-se que ainda por muito tempo o leitor caseiro de romances continuará lendo no livro tradicional e que esse novo equipamento terá excelente aceitação apenas entre os estudantes universitários ou pesquisadores que necessitam consultar dezenas de livros ao mesmo tempo. Todavia os novos alunos que iniciarem sua graduação em jornalismo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, no próximo ano letivo, segundo o site da instituição, serão obrigados a portarem em suas mochilas e bolsos um iPhone, aparelho tipo celular que, além de telefonemas, e-mails, imagens e outros tipos de informações, permite a leitura de livros digitais. Os alunos deverão possuir um destes aparelhos para receberem conteúdos, instruções e informações on-line.

A universidade espera poder fornecer gravações dos seminários apresentados e disponibilizá-los para revisões e estudos. De acordo com o site Mac Daily News, a utilização desse tipo de equipamento ajudará o aluno a reter mais conteúdo das aulas. “Pesquisas mostram que se um aluno ouve uma palestra pela segunda vez, ele retém três vezes mais informação”, afirma Brian Brooks, reitor adjunto da Escola de Jornalismo da universidade.

Enquanto essa realidade não chega ao Brasil, sonhamos que os cursistas do Olhar Aprendiz tinham, pelo menos, endereços eletrônicos e acesso a internet em suas residências, possibilitando uma melhor comunicação e permitindo a transmissão de conteúdos de modo mais sistemático.

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Morreu Augusto Pontes


O pensador cearense Augusto Pontes morreu dia 15 de maio de 2009. Pode-se dizer que o seu pensamento é uma das bases onde se apóia a idéia do Olhar Aprendiz.

Roberto Galvão trabalhou e muito aprendeu com Augusto na elaboração do projeto da Escola de Comunicação Ofícios e Artes – ECOA, quando ele, Augusto, ocupou a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, nos dois primeiros anos da gestão de Ciro Gomes.

A idéia ECOA é a criação de uma escola sem fronteiras, aberta, flexível, maleável, múltipla, desejável e dadivosa. Mas, ao mesmo tempo firme, definida e objetiva. Com os olhos voltados para o amanhã mas, sem perder os elos que a liguem aos nossos modos de ser, ao nosso saber, e à nossa cultura, mas também sem deixar de perceber a importância de defender a multiculturalidade, redicalmente.

Uma escola livre, viva e capaz de absorver vários níveis de estudantes. Tanto iniciantes, como pessoas já profissionalizadas que desejem fazer uma reflexão mais profunda sobre a sua arte ou sobre a arte em geral, e se propõe a desenvolver a curiosidade, a imaginação, o espírito crítico e a criatividade; possibilitando o efetivo diálogo entre as várias vertentes do fazer artístico, da manualidade, da artesania e do pensamento crítico; permitindo a experimentação, buscando o domínio técnico dos mais variados meios de comunicação e a livre expressão artística.

Nos seus objetivos ECOA busca: 1 – incentivar a pesquisa, apoiando e desenvolvendo a capacidade de investigação, não somente no lado sensitivo, mas também no lado racional do fazer artístico (pigmentos, novas resinas aglutinantes, computação gráfica e outras coisas que ainda não se sabe o que seja); 2 – capacitar para a defesa do direito à cultura, fazendo perceber as relações entre a política e a arte, possibilitando que o seu corpo de alunos adquira uma competência real, prática, de fazer questionamentos que provoquem avanços; 3 – capacitar para a gestão de bens culturais, desenvolvimento e acompanhamento de projetos artísticos; e principalmente
fazer do aluno, artista ou não, um ser integrado à sociedade em que vive, possuindo conhecimento e domínio sobre os materiais que tenha possibilidade de empregar na expressão de sua cultura e sensibilizado para a necessidade de uma reavaliação constante do mundo contemporâneo, aberto às inovações e pronto a refletir sobre a sua função e produtos frente à comunidade.

A preocupação pedagógica básica da ECOA é voltada para o estímulo e o desenvolvimento da pesquisa e do senso de análise crítica, para o aumento da imaginação criadora, e paralelamente, para uma sólida capacitação técnica, através do ensino multidisciplinar dos meios de expressão e das ciências humanas. E também possibilitar a experimentação de técnicas avançadas, a projeção do futuro e o cultivo da dúvida.

A idéia ECOA é voltada para a formação de criadores, onde a estandardização e a licenciosidade não tenham lugar; onde a ambição seja o desenvolvimento pleno da imaginação aliada a uma estrutura de pensamento o mais forte possível; onde se conciliem sensibilidade e racionalidade, aquisição de conhecimento e conhecimento de si mesmo; onde o aluno possa desenvolver a sua personalidade e concretizar projetos.

No desenvolvimento dos cursos e ações da ECOA, o aluno deverá ser levado a perceber a sua dimensão individual em consonância com a dimensão coletiva; a experiência individual, apoiada na percepção e na representação, e a coletiva, na finalidade social, onde a demanda de concepção responda a exigência de criação.

Sem Augusto Pontes o Ceará ficou menos inteligente.

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