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Olhar Aprendiz recebe homenagem do arquiteto Omar Albuquerque, na Casa Cor Ceará 2011


O arquiteto Omar Albuquerque faz homenagem ao Instituto Olhar Aprendiz na Casa Cor Ceará 2011. O espaço que o arquiteto apresenta é uma proposta de ambientação para a sala da presidência do Instituto. O requintado ambiente é composto com obras da autoria de Roberto Galvão e objetos e gravuras de sua coleção particular. Deve ser destacado a sofisticada harmonia de cores utilizada por Omar Albuquerque, que além de arquiteto é, atualmente, responsável por página de arquitetura e design, no jornal O Povo.

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Coleção História Geral da África é disponibilizada em Português


Foi lançada no dia 9/12 a edição em português da Coleção História Geral da África da UNESCO. A obra de oito volumes e quase dez mil páginas foi elaborada ao longo de 30 anos por 350 pesquisadores, a maior parte deles de origem africana, e já havia sido editada em sua totalidade em inglês, francês e árabe. A cerimônia de lançamento contou com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Juca Ferreira.

De acordo com o Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, ao se disseminar no país o conhecimento sobre a África , é possível promover uma importante mudança das relações étnico-raciais. “Existe uma preconcepção de que a história da África começa a partir da colonização e do tráfico negreiro. Mas as contribuições do continente para a humanidade são muito maiores e muito mais antigas do que o imaginado pelo senso comum. E isso precisa ser conhecido”, afirma.

O objetivo da tradução da obra é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade brasileira. Para Fernando Haddad, ministro da Educação, a coleção vem preencher uma lacuna na educação brasileira. “De fato, a história africana ainda não está inserida no currículo escolar, como estão as histórias da Europa e da América, não há dúvida que há um vácuo. Temos que ter consciência de como nosso povo se formou. A importância da África é crucial para nosso presente e para o futuro da nação brasileira”, afirma.

O conteúdo será base para a construção de materiais pedagógicos para uso de professores e estudantes. A iniciativa é um importante passo dentro de uma política pública de valorização da diversidade e de implementação da lei que estabelece a Educação das Relações Étnico-Raciais e o História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

O material também será disponibilizado por representantes dos países africanos de língua portuguesa. “Vivemos um momento histórico no Brasil, que, nos últimos anos, vem se aproximando cada vez mais dos países da África, e o lançamento da coleção em português é mais uma prova disso. Não seríamos o que somos sem o continente », avalia o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

O Ministério da Educação irá distribuir a coleção para bibliotecas públicas municipais, estaduais e distritais; bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, dos Polos da Universidade Aberta do Brasil, dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Educação. Os oito volumes estão disponíveis para download nos sites da UNESCO (www.unesco.org/brasilia/publicacoes) e do Ministério da Educação (www.mec.gov.br/publicacoes) .

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Lula sanciona Plano Nacional de Cultura


A lei que institui o Plano Nacional de Cultura ( PNC) e cria o Sistema Nacional de Informações e
Indicadores Culturais foi publicada nesta sexta-feira (3) no “Diário Oficial da União”. Segundo a lei, o PNC é regido pelos princípios de liberdade de expressão, criação e fruição; diversidade cultural e respeito aos direitos humanos.

A lei prevê ainda a valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável, a democratização das instâncias de formulação das políticas culturais, a responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais, a colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura e a participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais.

São objetivos do PNC reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira; proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial; valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais, arquivos e coleções; universalizar o acesso à arte e à cultura e estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional.

Há também, entre os objetivos do plano, a qualificação da gestão da área cultural nos setores público e privado, a profissionalização e especialização dos agentes e gestores culturais, a descentralização das políticas públicas de cultura e a consolidação dos processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais.

Segundo a lei, compete ao poder público formular políticas públicas e programas que conduzam à efetivação dos objetivos, diretrizes e metas do PNC; garantir a avaliação e a mensuração do desempenho do plano e assegurar sua efetivação pelos órgãos responsáveis.

Informações
O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, de acordo com a lei, deverá coletar, sistematizar e interpretar dados, fornecer metodologias e estabelecer parâmetros à mensuração da atividade do campo cultural e das necessidades sociais por cultura, que permitam a formulação, monitoramento, gestão e avaliação das políticas públicas de cultura e das políticas culturais, verificando a implementação do PNC e sua revisão nos prazos previstos.

Outro objetivo do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais é disponibilizar estatísticas e indicadores relevantes para a caracterização da demanda e oferta de bens
culturais para a construção de modelos de economia e sustentabilidade da cultura, para a adoção de mecanismos de indução e regulação da atividade econômica no campo cultural, dando apoio aos gestores culturais públicos e privados.

O Comitê Executivo do PNC será composto por membros indicados pelo Congresso Nacional e pelo Ministério da Cultura, tendo a participação de representantes do Conselho Nacional de Política
Cultural (CNPC) e do setor cultural.

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ESDRAS GUIMARÃES CAPTA REFLEXOS DE PARIS EM FORTALEZA


Pode-se afirmar que a autonomização da arte francesa se inicia com Luiz XIV e torna-se referência para as artes internacionais com o estilo Luiz XV, principalmente no mobiliário. A elegância do estilo Rococó também pode ser observada em vários outros pontos da Europa mas, no Brasil, a influência da arte francesa somente vem a ocorrer de modo mais explicito através do estilo Neoclassico, trazido pela Missão Artística Francesa nas décadas iniciais do século XIX, no governo de D.João VI, e estende-se como estilo oficial por quase todo o restante do século.

Esse estilo tem por fundamento o uso exacerbado das formas do classicismo greco romano, como já ocorrera no Renascimento italiano. Os estetas do neoclassicismo, dentro de uma visão historicista e idealista, acreditavam na existência de um belo absoluto, cuja qualidades fundamentais eram a simplicide e a universalidade que não se encontra na imperfeição da natureza, mas no espírito humano. Por isso, devevía-se adotar por princípio a busca da harmonia das proporções, a regularidade das formas, a serenidade de expressão e a idealização da realidade.

Para o crítico Carlos Cavalcanti o neoclassicismo, através do dirigismo do seu método de ensino, obtém dois sutis objetivos práticos que se complementam:

“limitar a liberdade individual de criação do artísta e aliená-lo da participação da vida social. A limitação da liberdade individual de criação será feita mediante a adoção de normas e preceitos técnicos e expressivos, formulados à base dos exemplos e sugestões das obras dos gregos e renascentistas. A obediência a essas normas e preceitos anulará ou dificultará a afirmação de peculiaridades pessoais como também das características nacionais.”

Outro aspecto importante da inspiração francesa na arquitetura brasileira é a influência dos ventos do romantismo e outras tendência do fim de século XIX que promovem a diluição dos rigores do neoclassico levando a arquitetura a uma mistura repleta de referências estéticas de estilos apanhados na pesquisa histórica, apresentando, por vezes, uma mesclagem rica, inteligente e criativa de estilos, por vezes, uma mistura caótica denominada de ecletismo.

A proposta ecletica pode ser entendida um desejo de fuga ou resistência ao dirigismo cultural do neoclassico que, por certo, tinha por finalidade ideológica servir à conservação dos poderes políticos e interesses dos grupos burgueses dominantes, que punham fé inabalavel no triunfo das ciências, da indústria, e na superioridade da cultura européia frente as culturas de outros povos.

Na passagem do século, nas últimas décadas do século XIX, também fruto de propostas contraditórias, surgem as primeiras manifestações de um estilo concebido por teóricos que propunham criações originais mais sintonizadas com o espírito industrial, esperimental e moderno, uma espécie de consciliação dos ideia estéticos do passado com as possibilidades novas do presente. Surge a Arte Nova, o Art Noveau. Essa nova tendência artística teve pouca duração sufocada que foi pelo conflito que resultou na primeira Guerra, mas teve seus reflexos espalhados p-elo mundo, incluse o Brasil e o Ceará.

Ao final da Guerra parece que estão sepultadas definitivamente as idéias de restauração do passado. As ideias modernas se impõem e se materializam nas artes, na arquitetura, na moda, ganham forte divulgação através da Exposição de Artes Decorativas de 1925, em Paris, e rapidamente espalham-se por todo o mundo ocidental. Para que se tenha uma idéia da rapidez de sua difusão, em 1928, em Fortaleza, já tinhamos uma construção de influência Art Decó: o munumento à José de Alencar, na praça de mesmo nome.

O desejo de modernidade não pára desde então. A visão racionalista avança assossiando estética, técnica e funcão. A beleza liga-se a funcionalidade estabelecendo um novo conceito de beleza. Surge o Funcionalismo, estilo que pode ser personificado em Le Corbusier. A sua influência no Brasil foi profundamente fértil e produtiva e, graças a ele, a arquitetura brasileira empunhou a bandeira da vanguarda durante muitos anos.

No Ceará, a influência francesa na arquitetura pode ser observada em vários prédios, tanto em Fortaleza como nas principais cidades do interior. Prédios como a Estação João Filipe, a Assembéia Provincial, o Theatro das Ribeiras do Icó, o Teatro São João de Sobral marcam a influência do Neoclássico; a Rotisserie, o banco Frota Gentil e muitos outros prédios marcam o Ecletismo. Mais raros em nossa arquitetura são os exemplos do Art Nouveau. Em contrapartida a influência do Art Decó pode ser percebida na arquitetura popular e o Funcionalismo, pode-se dizer sem medo de erro, que ainda é o estilo mais influente entre os arquitetos que atuam hoje no Ceará.

Essa série de fotos busca fazer ver a riquesa estética que a influência francesa nos possibilitou. E para tal recorremos a um ensaio do fotógrafo Esdras Guimarães que conseguiu captar de modo poético, em detalhes, o glamour ea elegância que a cultura francesa nos legou.

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Dados de artistas cearenses: como assessar


SERVIÇO AINDA EM IMPLANTAÇÃO. Para encontrar os dados de artistas cearenses que dispomos em nossos arquivos, é necessário digitar no quadro “Buscar no site” a palavra “dados” seguida no nome do artísta que você deseja pesquisar.

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Brasileiro ainda lê muito pouco


A Agencia Brasil, em matéria de Lísia Gusmão, apresenta dados do Instituto Pró-Livro que confirmam o baixo índice de leitura no Brasil. Leia matéria na íntegra:

Brasília – Um levantamento do Instituto Pró-Livro confirma que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos. Já os leitores, que somam 95 milhões, lêem, em média, 1,3 livro por ano. Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 – ainda assim baixo. Os dados estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios de todos os estados em 2007.

“O livro é pouco presente no imaginário do brasileiro”, explica o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a população lê, em média, 11 livros por ano. Já os franceses leem sete livros por ano, enquanto na Colômbia, a média é de 2,4 livros por ano. Os dados, de 2005, são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.

Detalhes dos hábitos do brasileiro relacionados ao livro, revelados na pesquisa, atestam esta afirmação. O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenha lido ocasionalmente ou em outros meses do ano.

Entre os leitores, 41% disseram que gostam muito de ler no tempo livre, enquanto 13% admitiram que não gostam. Também entre os 95 milhões de leitores brasileiros, 75% disseram que sentem prazer ao ler um livro, mas 22% sustentaram que leem apenas por obrigação.

Com as estatísticas nas mãos, Fabiano dos Santos diz que há dois caminhos a percorrer para fazer do Brasil um país de leitores: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem dos pais, o que explica o fato de que 63% dos não leitores informaram nunca terem visto os pais lendo.

Por outro lado, o levantamento sugere que o hábito de ler é consolidado na escola e quanto maior o nível de escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura. Entre os entrevistados com ensino superior, há apenas 2% de não leitores e 20% disseram que dedicam entre quatro e dez horas por semana aos livros. Este índice cai para 12% entre estudantes do ensino médio.

“É em casa e na escola, que os leitores são formados. Depois dos pais, os professores são os maiores incentivadores, mas poucos têm a experiência da leitura. E, neste caso, fazer do aluno um leitor é uma mágica”, diz o diretor do Livro do Ministério da Cultura.

O professor de Literatura Dilvanio Albuquerque considera que o desinteresse do brasileiro pelos livros não pode ser atribuído apenas à família e à escola. “O problema é mais amplo. Não podemos falar que a culpa é da instituição, seja ela familiar ou escolar, porque, na verdade, o problema é cultural”.

Para o professor, até entre os universitários, o hábito da leitura não é comum, inclusive nos cursos em que o contato com a escrita é fundamental. “Normalmente a universidade não oferece um bom acervo. Moramos em um país em que os livros são caros e de difícil acesso”, disse.

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Michael Jackson: a morte de um gênio


O mundo somente percebeu a sua real importância com sua prematura saída de cena. Duas semanas após sua morte, ele continua notícia diária de primeira página. Agora todos reconhecem a sua genialidade. Transcrevemos o texto de J. Pérez de Albéniz, publicado no dia 3 de julho no www.elcultural.es , o mais sério comentário que encontramos no noticiário global.

MICHAEL JACSKON

O pop era Michael Jackson. Detrás de um perfil desequilibrado e frívolo se escondia um autêntico gênio que sintetizou na sua música o melhor do funky, do rhythm & blues o do soul.

É difícil imaginar o mundo do pop sem Michael Jackson. Ele era o epicentro do negócio musical. A estrela que melhor resumia um gênero a margem do acadêmico, baseado em talento natural, na sensibilidade e na capacidade para conectar com o grande público. Jackson era um cantor e compositor contemporâneo, direto, sem duplas leituras, talhado para criar melodias que grudam nas mentes, bailes contagiosos e discos de êxito. Não procurem em suas canções compromisso social, virtuosismo instrumental ou alardes intelectual. Michael Jackson era o rei do pop. Nada más e nada menos. Seguramente por isso, todas as acusações e comentários maliciosos que vieram depois de sua morte aos cinqüenta anos, no passado 25 de junho, resvalam em um currículo grandioso com mais de 750 milhões de discos vendidos em todo o mundo. Ele fez do  videoclip uma arte. E dos concertos um espetáculo total. Somente Thriller, sua obra mestra, o disco más famoso da historia da música, foram comercializados mais de 110 milhões de copias. Estamos falando do motor do pop durante os anos oitenta e  noventa, uma época dourada que jamais retornará.

O êxito de Michael Jackson rompeu todas as barreiras  e superou os limites conhecidos da música negra. As dificuldades dos artistas de cor para ascender ao grande público se fizeram nanicas ante a facilidade do pequeno dos Jackson para abrir mercados. Converteu o videoclip num ambicioso ensaio cinematográfico promocional, desenhou coreografias futuristas que revolucionaram os concertos e, sobre tudo, reinventou a música popular. Somente um músico como ele, absolutamente genial, seria capaz de sintetizar diferentes gêneros sob um conceito globalizador: o pop como matriz dos estilos negros, desde o funk até o gospel, passando pelo soul e o breakdance.

A voz de Michael Jackson, muito pessoal e com um amplio e inconfundível registro, disparou a carreira de um menino prodígio que com apenas quatro anos percorreu os Estados Unidos atuando cada noite junto a seus irmãos, os Jackson Five. “Não tenho um conceito claro de infância”, reconheceu em uma entrevista nos anos 80. “Talvez por isso agora eu gosto de viver a vida como um jogo, e desfrutar das diversões infantis, dos animais, dos contos, Nunca fui um verdadeiro  menino”. Em 1969 os Jackson Five ganharam um concurso para jovens talentos que se celebrou no legendário Apollo Theatre de Harlem  e receberam una oferta de Berry Gordon Jr., o capo de Motown Records, a companhia discográfica mais importante na historia da música negra. Diana Ross adotou o grupo e se converteu em sua madrinha: “Tenho o prazer de apresentar esta noite uma jovem estrela que tem trabalhado no mundo do espetáculo durante toda sua vida e que quando canta e dança ilumina o cenário: Michael Jackson e seus irmãos, The Jackson Five”. A bola de neve havia começado a rodar, e nada podia pará-la: I Want You Back, editado em 11 de outubro de 1969, vendeu dois milhões de cópias em seis semanas. A partir deste momento o êxito jamais o abandonaria.

Seu Thriller o converteu numa super estrela. E pagou por ela um preço demasiado alto. Os desajustes emocionais o convidaram a mudar seu rosto e sua pigmentação. “Michael é a pessoa mais frágil que conheci”, chegou a afirmar Quince Jones, seu produtor fetiche, antes do autor de Rock with you começasse a descabelar-se. Sua morte supõe a despedida definitiva de uma forma de entender o espetáculo tão lúcido e inspirado como persuasivo. O mito da Motown converteu as etiquetas em arquétipos, rompeu todas as barreiras (visuais, sonoras e raciais) e conseguiu com suas canções surpreender todos os cenários que conformam a música pop. Brilhante, otimista, carismático, excêntrico, genuinamente divertido, com seu ponto de pretensão e seu descomunal respeito pela música Michael Jackson, a última grande estrela pop, exerceu uma influencia transcendental na cultura das últimas décadas. Por sua obra o tempo já não passa.

J. PÉREZ DE ALBÉNIZ, em El Cultural.

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INTERNET SUPERA A TELEVISÃO NA EUROPA


Em 2008, 178 milhões de europeus, 60% de sua população, conectaram-se regularmente na Internet numa média de 12 horas por semana. Estes são alguns dos dados obtidos na sexta edição do Mediascope Europa Study , uma pesquisa anual de EIAA – European Interactive Advertising Association (www.eiaa.net) que fornece uma perspectiva precisa, na evolução do consumo europeu dos meios de comunicação (tevê, rádio, imprensas, compartimentos e Internet).

INTERNET NA LIDERANÇA

Na Europa, se olharmos para consumo das mídias por hora, podemos enfatizar a liderança do rádio (46%) e do jornal (41%), de 06.00H a 10.00H da manhã. De 10.00H a 17.00H, o rádio continua mantendo sua primeira posição (39%), seguida pela Internet (37%). De 17.00H a 21.00, as revistas(46%) e a Internet (45%). Pela noite as mídias mais utilizadas são a tevê (67%) e outra vez a Internet (39%).

Destes dados podemos concluir que os outros meios têm piques de consumo em determinadas horas e que a Internet apresenta um consumo elevado, constante e heterogêneo durante um prolongado período tempo: de 10.00H da manhã as 06.00H do dia seguinte, passando pela tarde e noite.

Outra sinalização interessante que podemos retirar da pesquisa é a média de relacionamento com as principais mídias (No caso específico da Espanha: Internet 12,1H; TV 11,7H; Rádio 10,9H; Jornal 4,4H; e Revista 3,6H) que soma 42,7H por semana, atingido um índice de 25,4% do total de horas da semana (168H). Se reduzirmos das horas semanais às oito horas normais de sono teremos um índice de 38,1% das horas úteis ligados ou relacionando-se com as mídias.

Outras questões chamam a atenção na pesquisa: Uma delas é o “consumo simultâneo” de meios de comunicação. Segundo os dados levantados pelo estudo, 23% dos internautas vê TV enquanto está conectado (21% escuta o radio); 15% de quem utiliza a Internet o faz frente ao televisor (14% reparte sua atenção com o jornal). Outra é que 27% dos entrevistados asseguram “sentir-se perdidos” sem a televisão; no caso da Internet, esta cifra aumenta para 35%. E, por fim, chama atenção o emprego do celular para outros usos, além da comunicação falada, que já atinge 32% do uso do aparelho.

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Bíblia mais antiga do mundo pode ser lida na internet


Graças ao desenvolvimento tecnológico, foi possível reunir na internet o que, possivelmente, constitui-se no livro encadernado mais antigo que sobreviveu até hoje: o Códex Sinaiticus, uma bíblia com mais de 800 páginas escritas em grego sobre pergaminho, que data do século IV de nossa era. O endereço que pode ser consultado em qualquer parte do planeta é www.codexsinaiticus.org .

A reunificação é resultado de uma colaboração de 4 anos entre a Biblioteca Britânica; a Biblioteca da Universidade de Leipzig; o Mosteiro de Santa Catalina, no Monte Sinai, no Egito; e a Biblioteca Nacional da Rússia, de São Petersburgo. Cada uma dessas instituições guarda partes diferentes do manuscrito. O projeto permitirá aos estudiosos de todo o mundo pesquisar o texto grego, que foi transcrito em sua totalidade com referencias cruzadas, que incluem numerosas revisões posteriores e correções.

O que não entendemos é porque esse projeto não é acoplado a Biblioteca Mundial Digital, projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco e de mais 32 instituições culturais da Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Israel, Japão, México, Rússia e Uganda, entre elas a Biblioteca Nacional, que permite consultar gratuitamente milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas através do sítio www.wdl.org.

O sítio onde encontra-se o Códex Sinaiticus é em inglês, grego, alemão e creio russo. A Biblioteca Digital Mundial é extremamente fácil de utilizar e é em português, e também  pode ser acessada por lugar, tempo, tipo de material (livro, fotografia, mapa, áudio) ou instituição proprietária do documento.

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NOVO MATERIAL ESCOLAR


O livro, depois da fala, foi o principal instrumento de transmissão da experiência humana, principalmente após o desenvolvimento das técnicas de reprodução impressa. A leitura é um bálsamo, nos engrandece, humaniza, abrilhanta, consegue até nos tornar revolucionários. E com uma preciosa vantagem adicional, quem ler, é socialmente considerado inteligente e sábio.

Aliás até pouco a sapiência somente era adquirida através dos livros. Mesmo as revistas e os jornais não tinham o mesmo valor na transmissão de conhecimentos. Com o passar do tempo foi concedida uma certa liberdade: ver filmes dentro de uma perspectiva literária, documentários, programas informativos, etc, mas essas atividades ainda não atingiam a qualidade, profundidade e importância obtida pela leitura de livros. O livro impresso no seu formato clássico ainda é um objeto respeitável.

Hoje, percebe-se o livro se transformando. Ele somente magnetiza o grande público se consegue tornar-se objeto de consumo. Agora, no início de maio, foi anunciado o lançamento de um novo leitor eletrônico de livros e jornais, o Kindle. E as editoras, nos últimos três anos já incluem em seus contratos com os autores o direito de editá-los no formato digital. “Temos orquivos digitais de tudo, estamos preparados para distribuir 100% do nosso catálogo principal”disse Mauro Palermo, diretor-executivo da editora Nova Fronteira ao jornal Folha de São Paulo.

Atualmente o mercado oferece alguns leitores eletrônicos: o Kindle DX, com capacidade de receber 3mil e quinhentos livros, custando cerca de R$ 990,00; o Kindle com capacidade de 1mil e quinhentos livros e custo de R$ 727,00; o Reader 700 (Sony), com capacidade de 350 livros e preço de R$709,00 e o Iphone que pode receber um aplicativo gratuito.

Acredita-se que ainda por muito tempo o leitor caseiro de romances continuará lendo no livro tradicional e que esse novo equipamento terá excelente aceitação apenas entre os estudantes universitários ou pesquisadores que necessitam consultar dezenas de livros ao mesmo tempo. Todavia os novos alunos que iniciarem sua graduação em jornalismo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, no próximo ano letivo, segundo o site da instituição, serão obrigados a portarem em suas mochilas e bolsos um iPhone, aparelho tipo celular que, além de telefonemas, e-mails, imagens e outros tipos de informações, permite a leitura de livros digitais. Os alunos deverão possuir um destes aparelhos para receberem conteúdos, instruções e informações on-line.

A universidade espera poder fornecer gravações dos seminários apresentados e disponibilizá-los para revisões e estudos. De acordo com o site Mac Daily News, a utilização desse tipo de equipamento ajudará o aluno a reter mais conteúdo das aulas. “Pesquisas mostram que se um aluno ouve uma palestra pela segunda vez, ele retém três vezes mais informação”, afirma Brian Brooks, reitor adjunto da Escola de Jornalismo da universidade.

Enquanto essa realidade não chega ao Brasil, sonhamos que os cursistas do Olhar Aprendiz tinham, pelo menos, endereços eletrônicos e acesso a internet em suas residências, possibilitando uma melhor comunicação e permitindo a transmissão de conteúdos de modo mais sistemático.

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