Quando se lança um olhar sobre a história, principalmente sobre a história das artes no Ceará, fácil é perceber a existência de pontos sombreados pelo esquecimento. Já foi dito que as artes no Ceará, nos séculos anteriores ao século XX estão na quase total escuridão. E mesmo no século passado, o único período onde encontramos estudos aclaradores é o tempo em que surgem as manifestações iniciais do modernismo na cidade de Fortaleza: a década de 1940, um pouco mais pra cá ou pra lá.
Para fazer frente a essa situação, Roberto Galvão, nas últimas décadas do século passado e primeiros anos deste século, escreveu alguns textos sobre as artes tentando pensar como se deu o desenvolvimento dos fatos e como imaginamos que aconteceram as mudanças, permanências, conflitos, rupturas ocorridos nas artes no Ceará.
Agora, passados alguns anos, resolveu publicá-los sem reescrevê-los, o que na sua opinião seria falsear a visão que tinha na época em que foram escritos, embora, por certo os textos merecessem correções.
No primeiro texto, aborda o conflito que se estabeleceu entre os indígenas e os europeus e o consequente etnocídio e verdadeiro massacre cultural cometido pelos colonizadores; o segundo, trata da expressão artística de influência religiosa que se estabeleceu no período colonial; o terceiro, versa sobre a implantação dos valores acadêmicos sem a existência de academias e, o último, discute pontos da chegada dos valores modernistas no Ceará.
O livro também contém uma tebela que foi elaborada para, de certo modo, facilitar a leitura e compreensão do discurso que vai se enredando através dos fatos e ocorrências que vão surgindo e, por certo, pautando o que entendemos por verdade histórica.










