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Antonio Grassi : “Temos que casar cultura e educação”


"Temos que casar cultura e educação" - A conclusão é de Antonio Grassi, mineiro e nacionalmente conhecido por seu trabalho como ator na teledramaturgia, cinema e teatro - a este levado pela militância estudante. Desde então, afirma Grassi, arte e política caminham juntas em sua trajetória.

Além de ator, produtor e diretor teatral, Grassi foi secretário estadual de Cultura do Rio e presidente da FUNARTE. Com sua experiência na área pública, ele explica a importância de conciliarmos cultura e educação. O ator elenca também as conquistas do governo Lula para o setor e os desafios que ainda se apresentam.

Nesta entrevista, Grassi, também, conta os caminhos que o levaram ao teatro e, posteriormente, à teledramaturgia. Recém nomeado para a gerência executiva regional da TV Brasil (RJ), o ator fala ainda sobre a importância da emissora pública e dá o recado: "a TV não é do Lula, mas do Brasil".
[ Zé Dirceu ] Como você, militante e participante de vários momentos importantes do PT, avalia a área cultural sob o governo Lula? Tivemos avanços nos últimos oito anos?

[ Grassi ] É inegável que tivemos e muitos. Antes, a área da cultura estava entregue ao Deus dará, ou melhor, ao mercado que regia a produção e a política pública no setor. Então, tivemos um avanço importante. Agora, é bom que se diga, nós construímos a história e as nossas expectativas eram maiores em relação a algumas coisas.

De uma forma geral, o governo Lula entrou com muita expectativa e uma perspectiva importante sobre alguns temas que estavam no ponto para serem trazidos ao debate. Neste sentido, talvez tenhamos trabalhado mal, porque perdemos oportunidades importantes e o time de debatê-las. E isso se deu nao apenas pela forma como inserirmos algumas discussões no país.

Cito os exemplos dos debates sobre a Ancinav, a reforma da Lei Rouanet e também sobre políticas mais estruturais do Ministério da Cultura (MinC). O caso da Ancinav é exemplar. Durante o período da transição do governo FHC para o de Lula (fim de 2002) e durante a campanha, havia um consenso frente ao programa de governo e às discussões que fizemos sobre o audiovisual. Após a posse, ao trazer sobre esse tema, ele foi satanizado e, surpreendentemente, pelos mesmos que davam sua aprovação anteriormente. Obviamente, a disputa política coloca elementos que mudam a posição de algumas pessoas, mas nesses casos, nós perdemos o time.

Formação de platéia
é um desafio

[ Zé Dirceu ] Com sua experiência na gestão de políticas culturais, quais os principais desafios que precisamos enfrentar nos próximos anos?

[ Grassi ] Um dos principais é como inserir a cultura no importante pilar das políticas públicas. Como casar de novo a cultura com a educação. Na prática, elas estão desquitadas administrativamente e em termos de ação política. Qualquer coisa que se discuta hoje em relação à cultura – tanto em termos de mercado, de preservação de memória etc – o que vemos é o completo desquite com a área de educação.

Hoje no sistema educacional temos uma grande leva de professores sem acesso ao cinema, teatro, museus, galerias de arte e concertos, por exemplo. E se não temos isso com os professores, não dá para imaginar que tenhamos com os alunos. A formação de platéia é o grande desafio que temos pela frente.

Você entra em um museu em Paris, no Orsay, por exemplo, e encontra turmas imensas de alunos com seus professores discutindo Van Gogh. Esse é portanto um trabalho que temos que fazer no Brasil com urgência. Integrar a cultura e a educação.

Não dá para falar de
produção sem exibição

[ Zé Dirceu ] Em relação ao cinema brasileiro, que teve um crescimento de qualidade, com novas películas, novos artistas, novos cinemas. O que é necessário não só para estimular a produção, mas levar o brasileiro a ver filme nacional e criar essa platéia a que você se refere? As políticas novas do governo de patrocínio e incentivo pelas estatais são corretas na sua avaliação?

[ Grassi ] A meu ver é uma política que carece de um ponto central: não dá para você falar da produção sem falar do desdobramento disso, ou seja, não dá para falar de produção sem exibição. Criamos um ambiente complicado, onde existem produtores culturais que têm acesso à Lei do Audiviosual, através de incentivos, por exemplo, mas que produzem seus filmes e não exibem, embora se habilitem para produzir os próximos. Então, o critério da produção passa a não fazer parte do contexto.

Sempre que você vai ao Festival de Cinema em Brasília, há um filme inovador. No ano seguinte, aquele mesmo cineasta estará lá, mas sem que o filme inovador do ano passado tenha sido visto. E o mais lamentável, alguns nem chegam ao Festival. Este é um ponto que precisa ser atacado com firmeza. Não podemos desvincular a produção da exibição.

No caso do teatro, por exemplo, a coisa é muito mais séria. Tínhamos sessões habitualmente de terça a domingo, com vesperais no sábado, domingo e na quinta-feira. Hoje, não temos mais isso. Temos teatro de sexta a domingo e só. Isso tem a ver com a questão da educação. Nós temos um público no Brasil – não vou falar nem dos alunos das escolas, mas de professores – que precisa ser chamado. Se professores fossem ao cinema e ao teatro, nós já teríamos um público vinte vezes maior do que esse que temos.

Filmes de arte
viraram cinemateca

[ Zé Dirceu ] E quanto à questão do mercado externo?

[ Grassi ] Temos que criar mecanismos de distribuição distintos daqueles que usam estas distribuidoras. Isso é difícil. Você vai competir no mercado com um filme do qual chegam duzentas cópias e com cinemas rateando para conseguir 1 milhão de espectadores

[ Zé Dirceu ] Neste caso, os investimentos não são necessários só para a produção, mas para a exibição. E não há só complexos de cinemas de shooping, existem os bairros. Com a demanda crescendo, melhorando a renda da população será possível um investimento para a produção e para a exibição. Da mesma maneira que existem hotéis 5, 4, 3 estrelas, nós poderíamos ter cinemas com 30 lugares, um espaço honesto, simples, limpo, onde ao invés de pagar R$ 25,00 reais, você pudesse pagar R$ 5,00.

[ Grassi ] Sim, claro. Inclusive, em uma de nossas discussões, falamos sobre a interferência da sala no tipo de cinema que você vai ver. A sala te obriga a assistir a determinado filme. Esses grandes complexos cinematográficos, por exemplo, que associam o filme à pipoca, àquilo que você compra na entrada, condicionam o público a ver um tipo de filme que está lá dentro. Dificilmente você vai encontrar nestas salas, um filme como aqueles que gostávamos de ver antigamente, aqueles europeus. Um filme mais de arte não têm espaço nesses lugares. É como se fosse incompatíveis.

[ Zé Dirceu ] Viraram filmes de cinemateca?

[ Grassi ] Viraram cinemateca mesmo.

Há um estrangulamento
na teledramaturgia

[ Zé Dirceu ] Como você avalia a TV brasileira e, em especial, a teledramaturgia?

[ Grassi ] A teledramaturgia é um grande artigo de exportação. Adquiriu qualidades inegáveis de produção, de equipamento técnico e a contribuição da Rede Globo neste sentido é muito grande. Mas, chegamos a um modelo que está em seu ponto de esgotamento. Há um estrangulamento por conta até do próprio excesso de produção. E isso se pensarmos que todas as emissoras concorrentes da Globo colocam como mote para a concorrência a teledramaturgia sob o mesmo formato de novelas, capítulos e tal… Se elas não tiverem eixo padronizado, perigam fracassar. Caímos, portanto, numa situação em que é difícil uma novela que possa inovar. Então, a teledramaturgia poderá avançar, mas em outros modelos.

Por exemplo, esse modelo que hoje estamos vendo nas prateleiras das grandes redes de livraria: um box com DVD das séries americanas, House, Brothers and Sisters etc. Você tem ali uma variedade de teledramaturgia que não é de novelas. Esse é um caminho. Temos qualidade para produzir várias séries, mas neste caso, há um aspecto econômico. Quando você produz uma minissérie com 40 capítulos ou com 20, que é o formato tradicional – caso de Memorial de Maria Moura, Casa das Sete Mulheres, Os Maias, por exemplo – o custo do investimento nestes 20 capítulos é igual ao de uma novela. Cenário, direção de arte, atores têm o mesmo custo. A diferença é que na novela há 200 capítulos para você recuperar esse investimento. Na minissérie não.

Por outro lado, e aí está a questão, esse filão do DVD é um mercado que a TV brasileira ainda não se apropriou. Os americanos já o fizeram. Portanto, há um mercado que compensa a deficiência do retorno da televisão, mas isso ainda está muito capenga no Brasil.

TV pública é do Brasil

[ Zé Dirceu ] Qual a importância e o papel da EBC, a TV Brasil, hoje no país? Ela está no seu início, quais as perspectivas de futuro em termos de comunicação pública?

[ Grassi ] Desde quando trabalhávamos as questões do programa de cultura, em todas as campanhas que fizemos – e eu participei de todas – a questão da comunicação e da televisão sempre esteve presente. Antes, nós arranhávamos muito superficialmente estes temas, porque achávamos que jamais chegaríamos nele. Mas trabalhamos a perspectiva da TV pública e agora ela é uma realidade. Aliás, o termo público deveria ser melhor trabalhado, até para conseguirmos mais adesão das pessoas.

É muito complicado falar da TV pública, porque essa palavra traz a falsa ideia de morosidade, burocracia e falta de qualidade. Sem falar da questão política, aproveitada pela oposição ao governo que diz “a TV do Lula”. Isso é uma balela! A TV pública é uma conquista importantíssima de todos os brasileiros. As mesmas pessoas que falam da BBC de Londres como referência, da RAI italiana, a TVE da Espanha, desprezam a TV Brasil que como estas, também é pública e tem seu conselho curador.

A TV Brasil, portanto, é uma grande conquista e traz o desafio de fazermos uma TV pública de qualidade, que tenha uma função de complementaridade da TV comercial. Ou seja, ela deve abordar certos assuntos, com linguagens e temas que a TV comercial não faz. E, principalmente, trabalhar a diversidade nacional, a regionalização da programação. O grande trunfo da TV Brasil foi a rede pública ter aderido à rede nacional.
[ Zé Dirceu ] Todas aderiram?

[ Grassi ] Todas, menos São Paulo e Rio Grande do Sul. Mas os demais Estados sim. Inclusive, educativas e universitárias. Isso foi muito importante. Hoje a EBC trabalha num formato muito interessante. Você tem em rede 10 horas de programação, sendo 4 de programação regional. O cara em São Paulo pode ver a programação de Pernambuco. Essa é a regionalização que tanto falamos. Um avanço fantástico. Só que temos dificuldade para divulgar isso, para que percebam a importância desse momento. Além disso, nestas questões políticas, temos que lutar contra o estigma e dizer: “Não é a TV do Lula, nem do governo. É a TV do Brasil”.

Movimento estudantil,
o teatro como instrumento.

[ Zé Dirceu ] Arte e política se misturam? Como você concilia seu trabalho de ator com sua luta pela arte no país?

[ Grassi ] Há uma história de vida pessoal. O que me levou ao teatro não foi a atividade artística em si. Eu comecei no colégio estadual central em Belo Horizonte, em um grupo secundarista naquela época muito importante com vários companheiros. Dilma [Rousseff] e [Fernando] Pimentel passaram por lá. Naquele momento da discussão política, do movimento estudantil mesmo, o teatro era um instrumento. Havia muito daquela história que o Plínio Marcos dizia “o teatro é uma tribuna livre onde vão se debater os problemas do homem”.

Então, víamos o teatro como essa ferramenta, mais do que a questão artística propriamente dita. Ali tivemos contato com os demais movimentos. Minha opção pelo teatro, portanto, nunca esteve desvinculada do pensamento político. E a partir daí, todas as afinidades começaram a acontecer com as pessoas que tinham essa preocupação política. Eu fiz teatro independente naquela época. Com o pessoal do Asdrúbal Trouxe o Trombone, do Cacá Rosset, do Paulo Betti. Começamos com esse teatro mais político, de cooperativa. Nós éramos os produtores do nosso trabalho. Então, para mim, arte e política sempre estiveram juntas. É difícil desvincular uma coisa da outra.

[ Zé Dirceu ] E sobre seu trabalho, quais as angústias e satisfações de ser um ator reconhecido em todo o Brasil? Para as novas gerações, existe uma formação profissional à altura da demanda requerida hoje?

[ Grassi ] Nós todos vivemos uma tragédia nesta questão da sobrevivência profissional. Eu, por exemplo, comecei a fazer teatro em Minas, depois me profissionalizei. Mas havia uma coisa naquele tempo: nós tínhamos a TV como uma área pela qual jamais nos interessaríamos. Quando comecei a fazer teatro, naquele tempo, os atores de TV eram por nós considerados “menores”. Havia atores de teatro que falavam temas relevantes e os de TV que nós considerávamos “menores”. Durante muito tempo, era muito bom saber que a Fernanda Montenegro e o Paulo Autran se recusavam a fazer novelas de televisão. Mas, em determinado momento, ligamos a TV e estava lá a Fernanda jogando torta na cara do Paulo! A situação tinha mudado, era outra.

Ao entrarmos na TV, nós quebramos o preconceito que a minha geração tinha em relação a ela. Isso nos inseriu num outro mundo em que tivemos que nos adaptar. Acredito que a geração que vem agora tem uma possibilidade mais ampla de atuação, fora dessa coisa limitada “só pela telenovela”. Hoje, vemos atores com outra formação. Agora, não poderemos avançar mais nisso se não tivermos um avanço também nas outras formas de arte.

[ Zé Dirceu ] Você fala do cinema e eu percebo um renascimento, um crescimento, não só na qualidade, mas na quantidade da produção. E no teatro?

[ Grassi ] O teatro é diferente porque ele tem uma situação muito complicada. A relação dele com a Lei Rouanet é muito perversa. O teatro criou um formato que distanciou o público. Aquela relação viva do teatro de terça a domingo acabou. Hoje só de sexta a domingo, como eu disse anteriormente. E as contas que fazíamos para a manutenção do espetáculo não existem mais. Quando você manda um projeto de teatro para capta patrocínio pela Lei Rouanet, tem que computar a produção e a manutenção, porque a bilheteria não sustenta as duas.

A quantidade de 12 espetáculo que temos por mês – 3 por semana – equivale ao mesmo custo de 48 espetáculos mensais, porque os técnicos são contratados por mês, iluminação etc. Então, o que acontece? Redução da equipe técnica, produção de uma quantidade imensa de monólogos ou peças com menos atores. Raramente temos produções com muita gente em cena.

As produções dos musicais americanos são outra realidade. Elas têm um patrocínio forte e um outro tipo de apelo. Veja que os próprios teatros foram incorporando em o patrocinador a seus nomes, Teatro Alfa, Bradesco etc. Com isso perdemos mesmo a relação viva do teatro que é hoje muito difícil e delicada.

A chiadeira em relação da Lei Rouanet, no caso do teatro é dramática, porque você tira a possibilidade dos 100% de abatimento fiscal. Aí, a possibilidade concreta de não haver nenhum patrocinador é muito grande. Principalmente, porque pela lei do audiovisual há a possibilidade desse cara ter 125% de abatimento. Então, você oferece ao patrocinador sua peça, mas ele tem 125% pela Lei do Audivisual, e pelo teatro apenas 70%. O cara, obviamente, vai para a Lei do Audiovisual. Essa relação é dura.

Por isso eu vou repetir pela terceira vez o mote: se não tiver o vinculo com a educação… Só ele pode ser a salvação do teatro para que tenhamos uma formação de platéia, um público que pode gostar de ver aquilo ao vivo, sem ser gravado.

“Romeu e Julieta não se adia nunca”

[ Zé Dirceu ] E os Centros de Educação Unificada (CEUs) implantados pela prefeita do PT, Marta Suplicy em São Paulo?

[ Grassi ] O princípio dos CEUs é muito legal porque você vincula a manifestação artística à educação. Para mim, esta é a única saída, até mesmo para não existir a competição com as outras áreas.

Eu sempre conto da minha primeira experiência como gestor na Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro. Quando entramos no governo, minha primeira reunião foi para discutir a programação do Teatro Municipal. Ela estava anunciada, toda vendida, assinantes todos prontos. Essa primeira reunião foi para discutir a programação do ballet Romeu e Julieta, sob a regência do grande Rostropovich e coreografia do Vassiliev (do Bolshoi). Maestro e coreografia russos, ballet e orquestra do Municipal. Então, a produtora fala: “todos os artistas internacionais abandonarão o projeto caso não recebam a parcela contratual, precisamos pagar a primeira parcela!” Era uma coisa absurda, R$ 2 milhões.

Lá fui eu para o nosso secretário de Fazenda. Foi essa minha estréia como gestor público. Cheguei na ante sala e estavam os secretários da Educação e da Segurança conversando, agoniados com suas questões. Ouvi do secretário de segurança que ele precisava de munição para a polícia subir o morro – era o período do Elias Maluco. A da educação levantou a questão da merenda escolar. Quando os dois olharam para mim para perguntar qual o motivo que tinha me levado até lá, eu não tive coragem de falar. Voltei para o Municipal e pensei “caramba, como vou falar que quero dinheiro para o Romeu e Julieta diante dessas circunstâncias?” Aí, chego no teatro e ouço da produtora: “Mas a estréia é mais urgente, secretário! A merenda e a munição você adia. Uma estréia como essa, do Romeu e Julieta, não se adia nunca…”

Esse é um exemplo. Na realidade a gente não tem impregnado nas questões da política pública a transversalidade. Hoje, eu vejo que na questão da UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) no Rio, a presença da cultura é fundamental. Se você não trabalhar em conjunto a área da cultura, ela fica como pedinte das demais cujas causas são mais urgentes. No Rio, tivemos aquele desastre que foi a Cidade da Música, um elefante branco do César Maia, inaugurado sem acabar! Um dinheiro enorme gasto numa obra parada que seria hoje muito significativa para a cultura nacional, na cidade do Rio.

As primeiras contestações a esse projeto eram “por que não se investiu em hospital, em escolas? Concordo, mas aquele investimento foi feito para aquilo e tinha que ser terminado.

[ Zé Dirceu ] Em relação ao ticket cultura, isso vai pegar?

[ Grassi ] Essa é uma das estratégias importantes para trabalharmos a distribuição, porque ela inverte a relação. Se você me perguntar: “como produtor, você prefere que eu te dê 1 milhão para a produção da sua peça ou 200 mil pessoas? Eu prefiro 200 mil pessoas. Quero público. Essa é a questão, porque o patrimônio não pode ser a sua produção, mas o seu público. E o vale cultura investe nessa relação.

[ Zé Dirceu ] Grassi, para finalizarmos, qual a perspectiva do artista hoje em relação às novas mídias. Elas são aliadas, concorrentes, já estão ou vão potencializar o trabalho artístico-cultural?

[ Grassi ] Elas são complementares. Temos que tomar posse dessas novas tecnologias e aprender a trabalhar com cada uma de suas linguagens. Acredito que assim como o cinema aprendeu com a televisão – que tem um caminho e uma linguagem próprios – as novas mídias trazem um desafio. Esse é um processo que teremos que somar e aprender a lidar com ele. Mas, no geral, avalio que os artistas estão lidando bem com elas.

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El Cultural, revista espanhola de cultura entrevista Mario Vargas Llosa


“Detrás de la crisis financiera hay una moral degradada por la codicia. Y ésa es una forma terrible de incultura”
BLANCA BERASÁTEGUI | Publicado el 03/09/2010
Este otoño Mario Vargas Llosa publica El sueño del celta, novela mayor entre las suyas. El escritor recorre en ella el rastro fascinante de Roger Casement, diplomático británico, héroe de la independencia de Irlanda y testigo del horror de la colonización belga del Congo. Un personaje de novela que ha llevado a Vargas Llosa al infierno de la crueldad colonizadora y al cielo (o casi) de un hombre de leyenda. El viaje ha durado tres años y su relato es apasionante. Lo va filtrando el escritor en una larga y apacible conversación por la que se cuelan escepticismos y preocupaciones varias. Vargas Llosa avisa: “la degradación moral y cultural nos lleva al abismo”
Roger Casement entró en la vida de Mario Vargas Llosa de una manera casual. Leía el escritor una nueva biografía de Conrad, y por ahí andaba ese tipo extraordinario y fascinante llamado Casement, que le atrapó hasta el tuétano y le ha tenido absorbido durante tres años largos. Es el protagonista absoluto de su novela El sueño del celta (Alfaguara) y también, claro, de nuestra conversación, una tarde de estas sofocantes, en su casa de Madrid, donde todo era, sin embargo, silencio y frescor, espacio, orden.
Que anduviera todavía suelto, sin haber sido encerrado en las páginas de un libro, un personaje como Roger Casement resulta asombroso cuando oyes a Vargas Llosa contar su peripecia vital, tan heróica y oscura al mismo tiempo. Casement fue la primera persona que Conrad conoció en su primer viaje al Congo como capitán de un barquito contratado por la compañía del rey Leopoldo II. Se hicieron muy amigos y fue Casement, diplomático británico que llevaba años viviendo en África y conocía ya todo lo que ocurría, quien le abre los ojos a Conrad sobre el mundo que se va a encontrar. Casement desempeñó por tanto un papel fundamental en la gestación de El corazón de las tinieblas, como el propio Conrad reconoce en su correspondencia.
Una doble vida maravillosa
“Yo me quedé muy intrigado -dice el escritor- al ver que Casement había jugado un papel tan importante denunciando las atrocidades que se cometían en el Congo durante la época del caucho, y que también había hecho una investigación sobre la situación de los indígenas en la Amazonía, en la misma época. Así que, sin pensar en escribir sobre él, empecé a buscar documentación y me encontré con un personaje interesantísimo, realmente novelesco, con no una sino muchas vidas, algunas de ellas oscuras, vidas que parecían poco compatibles…. y de pronto ocurrió lo mismo que me ha sucedido con todo lo que he escrito: que me vi, sin haberlo previsto, trabajando en una posible novela, tomando notas, con ideas que brotaban a partir de las lecturas, de los descubrimientos del personaje, y la verdad es que ha sido una experiencia maravillosa, porque, además, me ha llevado a mundos que desconocía casi por completo: el Congo, imagínate; Irlanda, la primera guerra mundial, los movimientos independentistas irlandeses…”.
Cuanto más averiguaba, más ideas le suscitaba la peripecia y el coraje desconcertante del personaje. Cuenta el escritor que Casement era también el arquetipo perfecto “para desmitificar a los héroes y describirlos en su dimensión real. Seres en los que encontramos actos heróicos y las miserias propias de un hombre que vive en una permanente contradicción personal: diplomático británico trabajando para los nacionalistas radicales irlandeses y manteniendo una doble vida también en la personal. Un hombre tremendamente generoso, y al mismo tiempo, supongo, profundamente desgraciado, porque en el mundo puritano británico de entonces ser homosexual era un riesgo muy grande, era vivir al borde de la condena criminal”.
Una explotación monstruosa
El caso es que Casement fue de las primeras figuras europeas que se enfrenta al colonialismo con argumentos, con razones fundadas en la experiencia directa, no en razones abstractas, morales, intelectuales…
“Él vive el colonialismo -insiste Vargas-. Él va al África convencido de que el colonialismo es un movimiento benéfico para los indígenas, porque les aporta el cristianismo, les aporta la civilización, y descubre que el colonialismo es una explotación monstruosa que degrada al colonizador y al colonizado, que es un sistema profundamente destructor de la moral y de todos los valores que él admiraba. Y entonces experimenta una transformación radical, que traduce en una conducta extraordinariamente valiente, sacrificada y prolongada en el tiempo.Transformación respecto a su tradición más arraigada: enfrentarse a una Inglaterra que admiraba, a la que veía como el emblema de la civilización, y preguntarse, bueno, si realmente estoy en contra de la colonización del Congo por los belgas, ¿por qué voy a estar a favor de la colonización de Irlanda por los ingleses? Todo ello le lleva a un cambio de sí mismo tan radical, con una fuerza moral tan extraordinaria…”
Vargas Llosa termina su relato apasionado con esta frase de Bataille: “El ser humano es el abismo donde los contrarios se funden”. Yo creo -añade Vargas Llosa- que es como una descripción de Casement. Todos los abismos se funden”.
Tan contradictorio fue el personaje, tan dramático, que la tragedia sobrevive a su ejecución, que se llevó a cabo “sin el menor obstáculo” en la Torre de Londres en 1916. Antes, Casement fue sometido a humillaciones varias debido a “sus perversiones sexuales” y fue finalmente enterrado “sin lápida, ni cruz, ni iniciales”. Durante medio siglo le fue negada a su familia la posibilidad de darle sepultura cristiana. “Todavía hoy -dice el escritor- vas a Irlanda y la gente se pone muy incómoda con el nombre de Casement. Se le reconoce, sí, que fue una de los héroes de la Independencia, pero nadie quiere hablar de él. Prefieren mirar hacia otro lado”.
La tragedia eterna del Congo
- Después del espanto de crímenes y crueldad de los belgas durante el reinado de Leopoldo II (1835-1909), las cosas no mejoran; pasan los años, un siglo entero, y en el Congo siguen muriendo millones de personas…
- Yo creo que el Congo vive en esa tragedia permanente porque jamás se recuperó del trauma que significó el colonialismo de Leopoldo II, que fue un verdadero genocida, quizá el primer gran genocida moderno, porque concibe todo un sistema, que además está montado sobre la hipocresía, presentando la colonización belga como una empresa evangélica, civilizadora, y en realidad todo eso es una cortina de humo detrás de la cual hay una crueldad vertiginosa, y un exterminio de millones de africanos, y algo más: esa sociedad quedó tan destruida que no tiene la posibilidad de reconstituirse, y ha fracasado una y otra vez en todos los intentos de civilización ya que las estructuras básicas del país quedaron profundamente dañadas, deshechas. El caos absoluto que es el Congo lo arrastra desde la colonización, porque ¿qué ha venido después? Guerras civiles, la dictadura de Mobutu, en la que el país sigue desangrándose, saqueado por los propios congoleses.
-¿Y Leopoldo II salió impune de semejante atrocidad?
-Leopoldo II nunca pisó el Congo. Al final, y gracias a los informes y campañas, que partieron de Inglaterra y se extendieron luego por Europa, el rey tuvo que ceder el Congo al estado belga, porque hasta entonces era una propiedad suya, se lo habían regalado. Es un hecho extraordinario, sí, que te da una idea de lo mucho que ha evolucionado el mundo: se reúnen catorce países en Berlín, donde no hay un solo congolés y le regalan el Congo, una extensión que es casi como toda Europa Occidental, a Leopoldo II para que lo civilice, lo cristianice, y lo abra al comercio mundial. Y el rey belga, durante más de 20 años, explota el país como un botín personal. Es una historia absolutamente increíble. Fíjate, después de todo, Leopoldo II fue considerado como el gran monarca humanitario. Increíble.
La codicia puede con todo
-Y todo ello por la codicia, la codicia humana que parece no tener límite, y que sigue, todavía hoy, siendo la causante de los grandes males del mundo.
-Digamos que la codicia robustece el prejuicio que hace considerar a los africanos como seres infrahumanos, como animales: la codicia está en la base del prejuicio racial, de ese sistema discriminatorio en el que el pobre congolés no tenía acceso a la educación, a un tratamiento mínimamente humano, porque era un simple objeto, un animal de carga al que se podía explotar impunemente. Pero lo que está detrás es la codicia, sí, y sin instituciones que la frenaran, que obstaculizaran el desencadenamiento de la barbarie. Ocurrió ayer y las secuelas están vivas en nuestros días…
-La humanidad va produciendo cada vez más tiranos, se dice en una de las páginas de El sueño del celta. Pero, sin embargo, siempre le he oído a usted mostrarse optimista con respecto a la marcha del mundo.
-Creo que sí, que vamos a mejor, pero en ese momento, en la situación política que él vive, era muy difícil ser optimisma. Fíjate que él vive la experiencia atroz de la Primera Guerra mundial, que es una de las matanzas más espantosas, vive la experiencia del Congo, vive la experiencia de la Amazonía, la experiencia de Irlanda… Más bien lo extraordinario es que no se dejara abatir por esa montaña de injusticia y barbarie y que pensara que era posible actuar… El siglo XX ha sido un siglo de horror, con dos guerras mundiales en las que prácticamente la humanidad se desangró; hemos conocido los regímenes más ferozmente criminales de la historia, el fascismo y el comunismo; hemos vivido dictaduras como las de los países tercermundistas, y, pese a todo, el progreso es considerable.
El nacionalismo siempre es contra alguien – Bernard Shaw, lo recuerda Casement, decía que el patriotismo es una religión, un acto de fe.
- Yo creo que el patriotismo es un sentimiento positivo, en lo que tiene de adhesión a la tierra en la que naciste, a la lengua que hablas, a los usos, costumbres, a las creencias en las que te formaste… Ahora bien, cuando el patriotismo se convierte en nacionalismo se vuelve negativo. El nacionalismo siempre es contra alguien, contra los otros, es una manera de proclamar una diferencia que secretamente quiere decir una superioridad sobre el resto. Por eso el nacionalismo tiene siempre un carácter peligroso, divisorio y violento.
“Ahora bien, dentro de una situación colonial, de invasión, de explotación, es lógico que el nacionalismo asuma una valencia positiva. Pero eso sólo transitoriamente. Fíjate en lo que ocurrió en África. Los pueblos africanos tenían todo el derecho de levantarse contra los colonizadores que los explotaban. Pero ¿en qué se convierte el nacionalismo una vez que esos países alcanzan la independencia?: en un instrumento de poder sobre el cual se construyen dictaduras absolutamente corrompidas y violentas”.
Habla Vargas Llosa de “los peligrosos extremos”. “Amar a tu país, sí, pero no dándole la razón cuando no la tiene. Eso es un chantaje, es el nacionalismo del chantaje. Criticar a un gobierno no es criticar a un país, muchas veces es justamente lo contrario: criticas al gobierno porque amas al país”.
-Hábleme del suyo, del Perú de hoy, con Fujimori en prisión.
-Es una cosa que me enorgullece mucho. Creo que es la primera vez en la historia del Perú que un gobierno democrático lleva a un dictador a los tribunales civiles, y lo juzga concediéndole todos los derechos de defensa, con observadores internacionales, y lo condena a 25 años de cárcel por asesino y ladrón. Y no solamente a él, por lo menos a una veintena de militares y dirigentes políticos de la dictadura. Es un ejemplo para el mundo. Ojalá todos los dictadores acabaran en la cárcel, presos, condenados por tribunales civiles. Perú está viviendo, creo, un buen momento. Desde que cayó la dictadura ha habido una continuidad política muy provechosa. El Perú podría dar el salto que ya ha dado Chile, por ejemplo: está creciendo la clase media, que es la que proporciona la estabilidad.
Cuba y Chávez
-Decía que Cuba está dando las últimas boqueadas….
-Sí, las últimas boquedas, creo que una vez que se muera Castro, que es un símbolo que está allí, congelando el país, el desplome será inevitable. Pero un régimen que sólo es ya un cadáver putrefacto que sólo ha traido miseria, que mantiene a la gente en un limbo cortado del mundo…no puede continuar…
Vargas LLosa añade que lo que ya no tiene Cuba son los defensores.. Los intelectuales cuando tienen vergüenza no dan la cara. Por eso ya no hablan de Cuba, no se atreven a decir: “nos equivocamos, fue un error”. Algunos lo han hecho. Porque, ¿con qué argumentos puedes defender Cuba?, un país que se cae a pedazos, donde la miseria generalizada es la característica más general, donde el sueño de la inmensa mayoría de los cubanos es escapar, salir de allí, aunque se los coman los tiburones… ¿cómo vas a defender eso? Qué fracaso tan absolutamente evidente, tan explícito… Bueno, ya hay una izquierda que ha aprendido y digamos que, aunque a regañadientes, reconocen que Cuba es un fracaso, y la prueba es que en America Latina tienes hoy una serie de paises con gobiernos de izquierda que respetan la economía de mercado, la empresa privada… Chile, Brasil, Uruguay…casos muy interesantes, que han renunciado a todas las recetas socialistas en el campo económico, y están prosperando. Están desapareciendo los extremos.
- Bueno, ahí está Chavez.
- Pero esa es una dictadura tan corrompida, con una oposición tan fuerte dentro del país, no es un modelo que pueda extenderse, no lo creo, me parece un caso más bien excepcional y creo que muy transitorio. El personaje es tan ridículo, tan mediocre, es una especie de caricatura de Fidel Castro… y ademas la oposición interna es tan viva en Venezuela, los venezolanos no quieren que siga ese modelo fracasado en el mundo entero.
“Yo me he equivocado mucho, y mi unico mérito es haberlo reconocido”, confiesa el escritor. Y añade: “Lo grave es perseverar en el error, por fanatismo, por vanidad… Desde que yo rompi con el mito marxista, he tratado de ser muy coherente en mi defensa de una cultura y una política democrática, porque sigue siendo lo menos bárbaro y cruel, y lo menos desastroso desde el punto de vista económico”
Pantalla y estupidez
Con Casement todavía en el corazón y en el aire que respira, Mario Vargas trabaja ya en un próximo ensayo que le aleje de la sensación de vacío. Se llamará La civilización del espectáculo y, aunque el título es suficientemente explícito, el escritor despliega su inmisericorde decepción contra las nuevas tecnologías, la pantalla, la tv, que según él fomentan la frivolización, la negación del pensamiento, y nos envía a una especie de vacío animado. ¿Tanto?
-Es que no quiero que esta tecnología acabe con la cultura que me ha formado a mí, que te ha formado a ti, que es la cultura del libro. Y ésa no es la cultura de la pantalla. Creo que la literatura que se hace para el libro es más compleja, más profunda que aquella que se va hacer para la pantalla. ¿Por qué la frivolidad, el amarillismo, la estupidez han copado la totalidad de las televisiones del mundo, incluso en los países más cultos? ¿Por qué? Por el medio. La manera de llegar al gran público es apuntar a lo más bajo, eso es sabido desde siempre. El medio ha dado una determinada orientación a la cultura y me temo que eso no va a cambiar ya.
“Al libro hay que defenderlo al mismo tiempo que se desarrolla toda esa cultura audiovisual, que es una realidad de nuestro tiempo y tiene aspectos muy positivos. Pero lo que se refiere a la cultura de creación, de hechos culturales, la pantalla va a frivolizar y banalizar extraordinariamente la cultura. Ya lo ha hecho, lo está haciendo, y si algo puede defendernos de ese fenómeno de la frivolización, que es el fenómeno cultural más importante de nuestro tiempo, es leer a Tolstoi, a Víctor Hugo, a Joyce, el Quijote…”
-A todos ellos los puede leer en un e-book.
-Si, yo sé, yo sé, los conozco… Sé que esos objetos están aquí, pero, en fin, vamos a proteger el libro. Yo espero que no desaparezca el libro. El humanismo ha quedo relegado al cuarto de los trastos viejos. Es una curiosidad, una especie de anacronismo en este mundo de gadgets.
-Me está usted diciendo que pantalla es casi casi sinónimo de estupidez.
-Sí, hay un tipo de estupidez contemporánea que tiene mucho que ver con la cultura audiovisual de nuestro tiempo. Es un hecho. Yo he vivido en Inglaterra cuando la tv en Inglaterra era un modelo. Sólo había dos cadenas, eran una maravilla, pero eso ya ha desaparecido. La estupidez ha entrado masivamente, apoyada además por una tecnología punta, y los programas que podemos llamar de alto nivel son mínimos, y además relegados al último rincón, para minorías excéntricas. ¿Y Francia? ¿Tú sabes cuál es el grueso del alimento televisivo para los franceses?: la estupidez.
-Sí, pero una cosa es la producción televisiva y otra muy distinta la producción editorial nueva, tecnológicamente hablando, es decir, una nueva posibilidad de leer…
-(Con ganas de zanjar el asunto) Mira, yo quiero que tú tengas razón. Yo quiero esquivocarme, quiero estar en el error, pero… pienso que no. Lo que se lee en una pantalla nunca puede ser lo mismo que lo que leemos en un libro. La pantalla es el espectáculo, una forma de diversión muy respetable, siempre que exista lo otro. Pero si reemplaza a lo otro, creo que entramos de lleno en un vacío animado. Me temo que todo el pensamiento que conforma lo mejor de la creatividad humana va a desaparecer.
Degradados por la codicia -¿Dónde se ha quedado su optimismo respecto al progreso del mundo?
-En el sentido material, sí, pero lo que va a colapsar es lo otro, los valores, los principios, la cultura, la ética, que están en absoluta decadencia. Piensa en la corrupción mostruosa que está detrás de la crisis que vivimos hoy. Esa crisis no es una crisis, digamos, puramente financiera. Detrás de la conducta de los grandes banqueros, de los grandes empresarios, hay una moral degradada, profundamente depravada por la codicia. Y esa es una forma terrible de incultura . De eso hablaban todos los grandes pensadores liberales, desde Adam Smith hasta Hayek o Popper. Decían: la libertad, que es el gran instrumento del progreso, si no viene sólidamente fundada, sostenida, por una espiritualidad y una cultura rica, creativa, crítica, en constante renovación, puede llevarnos al abismo. Es exactamente lo que está ocurriendo con la cultura. El progreso moderno es un progreso tecnológico, material, pero el otro se ha degradado a unos extremos…
“Veo a España con mucha preocupación”
Vargas Llosa vive unos cinco meses al año en España (“es donde más a gusto me siento, sí”). El resto los reparte entre Londres y Perú, fundamentalmente. Así que tiene una idea muy precisa de la actualidad política y económica de nuestro país. Y le preocupa.
“La veo con mucha preocupación, sí. Porque la crisis que, desde luego, es global, en España tiene una gravedad particular y esto es preocupante, teniendo en cuenta que España fue, o parecía ser, la historia feliz de los tiempos modernos. Hasta hace poco, cuando tu mirabas alrededor, el caso exitoso era el español: había pasado de una dictadura a una democracia, de ser un país más bien tercermundista a ser un país del primer mundo, de ser un país de grandes desigualdades, a ser un país de clases medias, en un periodo relativamente corto y prácticamente sin violencia. Era un ejemplo para el mundo. Y de pronto, vemos que las cosas no eran tan bellas como parecían, que en realidad debajo había una serie de problemas no resueltos, que de pronto han levantado cabeza y, hombre, no creo que se vaya a retroceder al pasado pero, clarísimamente, el optimismo que se justificaba hace diez años, hoy día ya no se justifica. Yo creía que el gran éxito de la Transición había sido enterrar las rivalidades, la intolerancia, pero veo que no estaban tan enterradas, y, ¡ojo! que unas minorías consiguen muchas veces, dadas ciertas circunstancias, arrastrar a la mayoría. Yo creo que hay esperanza, que la crisis se sorteará, pero no hay que confiarse. Nunca hay que confiarse”.

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FCO. WAGNER NEPOMUCENO


Pintor e desenhista. Autodidata. Realizou várias exposições individuais e coletivas em importantes cidades do Brasil. Participou de várias salões oficiais e outras mostras competitivas onde obteve prêmios, destacando-se o Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1975, a X Unifor Plástica e o Salão Municipal de Abril, em 1984.
Sua obra é marcadamente figurativa com destaque especial para as paisagem, onde parece rememorar a rica e exuberante flora de sua região natal, o Maciço de Baturité.

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FCO. VIDAL JR.


Pintor, desenhista, escultor e arquiteto. Nasceu em Fortaleza, 1954. Artista com diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior. Obteve prêmios nos ‘Salões de Abril 1976/78/83/84/93′; ‘Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1977′; ‘Unifor Plástica, em 1983/84/85/88/89/91′ e ‘Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, em 1984′. .

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FRANSOUFER


Pinto e desenhista maranhense. Foi premiado em Fortaleza, no Salão de Abril de 1986.

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FRANS POST


Pintor e desenhista. Nasceu em Haarlem (Holanda), em 1612. Participou da comitiva  do Príncipe Maurício de Nassau, na viagem para o Brasil, em fins de 1636. Pintou inúmeras paisagens do Nordeste brasileiro, principalmente de Pernambuco. Executou ainda várias desenhos que serviram de modelos para as gravurasem água-forte que ilustram o livro de Gaspar de Barléus, contando os feitos de Nassau no brasil, editado em 1645. Faleceu em 1680.

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FCO. PAIVA LOIOLA


Artista premiado no Salão de Abril de 1973.

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FRANCISCO NOGUEIRA


Pintor autodidata. Participou de várias mostras coletivas e individuais no Brasil e exterior. Foi premiado no Salão de Abril de 1973/74/75. Faleceu em Fortaleza, em 2009.

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FRANCISCO MATOS


Desenhista e pintor. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes com Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. No Rio de Janeiro participou do Salão Nacional e Carioca. De volta ao Ceará, participou de exposições organizadas pela Sociedade Cearense de artes Plásticas – SCAP, no final dos anos quarenta e início dos anos cinquenta. Foi premiado no Salão de Abril de 1947. É citado no Esquema da Pintura no Ceará, de Barboza Leite.

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FRANCISCO MACEDO


Segundo Argeu Guimarães, na História das Artes Plásticas no Brasil, pág 479, é artista atuante em Fortaleza em fins do século XIX. Theodoro Braga, em Artistas Pintores no Brasil, pág 150, reúne referências suas. Além da supra citada a Hist da Arte de Pais Barreto e o Dicionário do Inst.  Hist. e Geográfico Brasileiro de 1922, pág 1608. Segundo o Barão de Studart, no Dicionário Bio-Bibliográfico, foi discípulo de Luiz Sá.

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